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Declarem estado de "emergência climática", diz chefe da ONU

Em recado para líderes mundiais, António Guterres pede que alerta seja ligado até que a neutralidade em carbono seja alcançada

12 dez 2020 - 13h53
(atualizado às 14h06)
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Líderes mundiais deveriam declarar estado de "emergência climática" em seus países para fomentar ações e evitar um aquecimento global catastrófico, disse o Secretário Geral da ONU, António Guterres, em seu discurso de abertura de uma cúpula sobre o clima neste sábado, 12.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, na sede da entidade em Nova York
20/11/2020 REUTERS/Eduardo Munoz
Secretário-geral da ONU, António Guterres, na sede da entidade em Nova York 20/11/2020 REUTERS/Eduardo Munoz
Foto: Reuters

Mais de 70 líderes mundiais falarão ao longo do dia no evento virtual que visa criar um impulso para cortes muito mais profundos nas emissões de gases do efeito estufa no quinto aniversário do acordo climático de Paris, firmado em 2015.

"Alguém ainda consegue negar que estamos enfrentando uma emergência dramática?", questionou Guterres por vídeo. "É por isso que hoje eu peço que os líderes mundiais declarem um estado de emergência climática em seus países até que a neutralidade em carbono seja alcançada."

Guterres disse que pacotes de recuperação econômica lançados após a pandemia do coronavírus representam uma oportunidade de acelerar a transição rumo a um futuro de baixo carbono --mas alertou que isso não estava acontecendo rápido o suficiente.

"Até agora, os membros do G20 estão gastando 50% mais em estímulos e pacotes de auxílio para setores relacionados à produção e consumo de combustíveis fósseis, que em energia de baixo carbono", afirmou.

"Isso é inaceitável. Os trilhões de dólares necessários para a recuperação da Covid são um dinheiro que estamos pegando emprestado com as futuras gerações", acrescentou. "Não podemos usar estes recursos para estabelecer políticas que vão sobrecarregar as próximas gerações com uma montanha de dívidas em um planeta arruinado".

Na sexta-feira, o Reino Unido, co-anfitrião da cúpula anunciou que se comprometeria a acabar com o apoio governamental a projetos relacionados a combustíveis fósseis na cúpula, visando fomentar medidas similares vindas de outros países para acelerar a transição para energias mais limpas. 

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse na cúpula que os países poderiam trabalhar juntos para reduzir radicalmente a dependência de combustíveis fósseis, mudar práticas agrícolas e reverter o processo através do qual a humanidade tem, ao longo dos séculos, envolvido o planeta em uma "cobertura de chaleira tóxica" de gases do efeito estufa.

"E ao mesmo tempo, podemos criar centenas de milhares de empregos, milhões de empregos, em todo o planeta, à medida que nos recuperamos coletivamente do coronavírus", disse Johnson.

Diplomatas estão assistindo aos discursos da cúpula em busca de quaisquer sinais de compromissos mais fortes sobre o clima de países como China, Índia e Japão.

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