Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Cúmplices acusam 'louva-a-deus' brasileira de matar ex na Itália

Adilma Carneiro responde pelo assassinato de Fabio Ravasio

7 abr 2025 - 12h22
(atualizado às 13h49)
Compartilhar
Exibir comentários

Mais dois cúmplices de Adilma Pereira Carneiro acusam a brasileira de ser a idealizadora do homicídio de Fabio Ravasio, morto em agosto passado em Parabiago, Lombardia, norte da Itália.

    No depoimento dado nesta segunda-feira (7) ao tribunal de Busto Arsizio, tanto Fabio Oliva quanto Mirko Piazza afirmaram que a "louva-a-deus de Parabiago" convenceu todos os sete supostos cúmplices a atropelar e matar o homem, ex-namorado da acusada, de modo que o assassinato simulasse um acidente de trânsito.

    Segundo o promotor do caso, Ciro Caramore, Oliva, que é mecânico de profissão, teria feito reparos no carro usado no crime, informação que foi confirmada hoje pelo suspeito.

    "Me pediram para arrumar o carro após um acidente anterior. Eu não sabia nada sobre o plano para matar Ravasio. Naquele momento, compreendi: me disseram que o carro servia para matá-lo. Não acreditei naquilo", declarou Oliva, que trocou a bateria do veículo e um farol "a pedido da própria Adilma".

    De acordo com o suposto cúmplice, na noite de 9 de agosto de 2024, data do crime, ele teria recebido um telefonema de Massimo Ferretti, ex-amante da brasileira que também é investigado por participação no homicídio. Este teria dito que "Ravasio estava em situação crítica no hospital de Niguarda" e que Oliva deveria "consertar o carro mais uma vez".

    Ao compreender o que tinha acontecido, o mecânico, após se negar a receber o veículo, teria viajado, sendo preso com outros dois suspeitos três semanas após o falecimento da vítima.

    Durante o interrogatório naquela ocasião, ele afirmou que "não sabia de nada". "Menti ao Ministério Público e peço desculpas por isso. Eu errei e assumo minha responsabilidade. Também quero pedir perdão aos pais de Ravasio", disse Oliva em seu novo depoimento.

    Já Piazza afirmou no tribunal nesta segunda que a "louva-a-deus" queria a morte de seu então namorado. "Adilma me disse que queria matar Ravasio. Me disse que precisava simular um acidente. Certo dia, me chamou a sua casa para detalhar o plano", contou Piazza.

    Segundo o acusado, ele "deveria ter ficado de vigia para saber quando Ravasio apareceria de bicicleta na rua onde foi encenado o falso acidente".

    Além de Oliva e Piazza, outro suposto cúmplice de Adilma no mesmo crime e também seu amante, Massimo Ferretti, já acusou a brasileira em juízo de ser a idealizadora do crime. Também são investigados por participação no assassinato de Ravasio Marcello Trifone, atual marido da brasileira; o filho da acusada, Igor Benedito; Fabio Lavezzo e Mohamed Daibi.

    Segundo as investigações, no carro estavam todos os réus, com exceção de Piazza, que avisou o motorista sobre a aproximação de Ravasio, e de Daibi, que se jogou no chão para fingir um mal-estar, atrapalhar o trânsito e facilitar a fuga do veículo dirigido por Benedito.

    De acordo com o MP, a mulher, que teria planejado o assassinato durante meses, queria ficar com o patrimônio de seu namorado, avaliado em cerca de 3 milhões de euros, entre propriedades e um comércio na cidade de Magenta, também na região da Lombardia. Ela alega inocência.

    Enquanto Adilma e seus cúmplices são julgados pelo caso de Parabiago, a Justiça italiana reabriu a investigação sobre a morte de um ex-marido da brasileira, Michele Della Malva, em dezembro de 2011.

    Para o MP, o falecimento do homem, inicialmente atribuído a um infarto, pode ter sido provocado por envenenamento a mando da "louva-a-deus". O crime teria sido executado pelo ex-amante dela e ex-cunhado da vítima, Maurizio Massè, que também está preso.

    .

Ansa - Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade