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Cruz Vermelha alerta sobre risco de crise alimentar na Coreia do Norte devido a onda de calor

10 ago 2018
08h22
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Uma onda de calor na Coreia do Norte fez com que plantações de arroz, milho e outras culturas secassem nos campos, "com efeitos potencialmente catastróficos" para os norte-coreanos, disse a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) nesta sexta-feira.

Fazenda em província norte-coreana de Phyongan do Norte 20/06/2015 REUTERS/Jacky Chen
Fazenda em província norte-coreana de Phyongan do Norte 20/06/2015 REUTERS/Jacky Chen
Foto: Reuters

A maior rede de auxílio para desastres no mundo advertiu sobre o risco de uma "crise de segurança alimentar completa" no país, afirmando que a situação preocupante foi exacerbada pelas sanções internacionais impostas devido aos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte.

Em comunicado divulgado em Genebra, a IFRC disse que não chove na Coreia do Norte desde o início de julho e que temperaturas chegaram a uma média de 39 graus Celsius por todo o país, cujo nome oficial é República Popular Democrática da Coreia (RPDC). A próxima chuva é prevista para o meio de agosto, acrescentou.

A população de 25 milhões de pessoas já está estressada e vulnerável com taxas de desnutrição infantil que podem piorar, disse.

"Isso ainda não é classificado como uma seca, mas arroz, milho e outras plantações já estão murchando nos campos, com efeitos potencialmente catastróficos para a população da RPDC", disse Joseph Muyamboit, gerente de programa da organização em Pyongyang.

"Nós não podemos deixar essa situação se tornar uma crise de segurança alimentar completa. Nós sabemos que períodos anteriores de seca interromperam o fornecimento de alimento até o ponto em que causou sérios problemas de saúde e de desnutrição pelo país", disse.

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