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Corrida para resgatar sobreviventes leva esperança a local de terremoto na Colômbia

14 ago 2026 - 11h55
(atualizado em 15/8/2026 às 15h02)
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Equipes de resgate corriam contra o tempo na Colômbia ‌nesta sexta-feira para resgatar quatro pessoas sob as ruínas de um hotel, um raro sinal de esperança quase quatro dias depois que um dos mais fortes terremotos a atingir o país andino nas últimas décadas reduziu bairros a escombros e deixou centenas de mortos ou desaparecidos.

A operação na cidade de Pereira, na região cafeeira, tornou-se o foco principal ⁠de uma resposta ao desastre que vem mudando cada vez mais da busca por sobreviventes ‌para o trabalho sombrio de remoção de escombros e localização dos desaparecidos.

"Meu filho vai se casar no domingo", disse Hernan Giraldo, pai de Juan Felipe, de 24 anos — uma ‌das pessoas que as equipes de resgate esperam salvar. "Estou ‌aqui esperando para abraçar meu filho, vivo. Ele estava naquele quarto de hotel. ⁠Estou aqui desde a noite de segunda-feira, para o caso de acontecer alguma coisa, para encontrá-lo."

Equipes de resgate venezuelanas, que chegaram a Pereira após buscarem sobreviventes dos dois terremotos devastadores que atingiram a costa caribenha de seu país há apenas sete semanas, estavam auxiliando no local com câmeras de imagem térmica.

"Sempre mantemos grandes esperanças; já encontramos pessoas vivas mesmo ‌10 dias depois. O objetivo é buscar e encontrar pessoas com vida", disse Cristian Acevedo, ‌um dos integrantes da equipe ⁠de resgate venezuelana.

O terremoto ⁠de magnitude 7,4 ocorreu pouco depois das 7h30 da manhã de segunda-feira, com epicentro em San ⁠José del Palmar, no departamento do Chocó. Ele ‌derrubou prédios de apartamentos e ‌danificou casas, escolas e hospitais em todo o oeste da Colômbia, desde o porto de Buenaventura, no Pacífico, até as cidades do interior, como Cali e Pereira.

As autoridades informaram nesta sexta-feira que 287 pessoas morreram e quase 4.000 ficaram feridas. Quase ⁠400 outras ainda estavam desaparecidas. Cali e Pereira concentraram mais de dois terços dos mortos, e mais da metade dos feridos estava nas grandes cidades.

O governo informou que dezenas de milhares de casas foram danificadas e muitas destruídas, ressaltando a magnitude de um desastre que deixou muitos colombianos dormindo em abrigos ‌ou ao ar livre, perto de prédios inseguros.

A agência da ONU para refugiados alertou na sexta-feira que o terremoto poderia provocar novos deslocamentos em um país que já enfrenta ⁠conflitos, migração e outras pressões humanitárias.

"Para as pessoas deslocadas internamente e os refugiados que já estão tentando reconstruir suas vidas, esse terremoto corre o risco de se tornar mais um deslocamento somado aos anteriores", disse a porta-voz do Acnur Eujin Byun a repórteres em Genebra.

As autoridades registraram dezenas de réplicas desde segunda-feira, aumentando o perigo para as equipes de resgate que vasculham os escombros instáveis e para as famílias relutantes em retornar às casas danificadas.

O desastre está se configurando como o primeiro grande teste para o presidente Abelardo De La Espriella, que assumiu o cargo poucos dias antes do terremoto e tem enfrentado críticas por sua gestão inicial da crise. Ele faria visitas rápidas a cinco municípios afetados nesta sexta-feira, incluindo Pereira, Cali e Quibdó.

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