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Pelo menos 14 bebês morrem em incêndio em hospital de Islamabad

26 ago 2026 - 08h17
(atualizado às 08h55)
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Resumo
Ao menos 14 recém-nascidos morreram após um incêndio na ala neonatal de um hospital público em Islamabad, capital do Paquistão. A tragédia teria sido causada pela explosão de um ar-condicionado, agravada pela alta concentração de oxigênio no setor. Enquanto familiares denunciam a falta de saídas de emergência e de socorro da equipe médica, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif determinou a abertura de uma investigação oficial e suspendeu o secretário de Saúde do país.

Pelo menos 14 bebês morreram em um incêndio em um hospital público na capital do Paquistão, Islamabad, nesta quarta-feira, informou o primeiro-ministro, enquanto o ministro da Saúde atribuiu a tragédia a uma explosão na ala de neonatologia.

O incêndio começou por volta das 7h (horário local) ⁠no Instituto de Ciências Médicas do Paquistão, no terceiro andar da ‌ala de saúde materno-infantil do hospital, informou a emissora Geo TV, que estimou o número de mortos em 15.

"O incêndio começou após ‌uma explosão em (um) aparelho de ar-condicionado", disse ‌o ministro da Saúde, Mustafa Kamal, à Geo TV, acrescentando que ⁠a grande quantidade de oxigênio na ala contribuiu para a propagação do fogo.

O incidente está entre os incêndios hospitalares mais mortais dos últimos anos no país, onde a assistência médica pública é subsidiada, mas as instalações carecem de recursos e estão sobrecarregadas. Órgãos de fiscalização ‌têm criticado frequentemente as instalações estatais por má gestão.

Imagens de televisão mostraram ‌uma ala destruída e ⁠enegrecida, com equipamentos ⁠espalhados e fumaça ainda subindo. Havia 16 recém-nascidos na ala quando o incêndio começou, ⁠um dos quais foi resgatado, ‌informou a Geo.

A ala foi ‌posteriormente isolada, disse uma testemunha da Reuters.

As imagens mostravam mulheres devastadas pela dor sentadas no chão do lado de fora do hospital. Uma delas era Javeria, que perdeu seu recém-nascido no incêndio.

"Era ⁠uma ala de ginecologia... não havia médico, nem enfermeira", disse ela, acrescentando que os corpos das crianças foram levados "em caixas" e que as mulheres não puderam vê-los.

"Não é a vontade de Deus… eu não aceito isso", afirmou.

Kamal negou as ‌acusações de que não havia funcionários ou médicos presentes no momento do incêndio.

O primeiro-ministro Shehbaz Sharif suspendeu o secretário de Saúde por ⁠causa do incidente, informou seu gabinete, horas depois de ele ter ordenado uma investigação.

O prédio que abrigava a enfermaria "não tinha segurança contra incêndio, nem saídas adequadas. Todas as portas estavam fechadas; apenas uma porta estava (aberta) para que pudéssemos visitar nossos filhos", disse Mudasir, que também perdeu seu filho. Javeria e Mudasir forneceram apenas seus primeiros nomes.

O Instituto de Ciências Médicas do Paquistão, para onde o ex-primeiro-ministro Imran Khan foi levado brevemente para um exame médico na semana passada, está localizado no centro de Islamabad e é um dos principais hospitais públicos da cidade, que tem cerca de 1,1 milhão de habitantes.

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