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Corpo de gênio da Bossa Nova é encontrado na Argentina após 50 anos

Tenorinho desapareceu em Buenos Aires dias antes do golpe militar no país

13 set 2025 - 19h14
(atualizado às 22h07)
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Músico colaborou com grandes nomes como Vinicius de Moraes e Toquinho
Músico colaborou com grandes nomes como Vinicius de Moraes e Toquinho
Foto: Reprodução: Embaixada do Brasil na Argentina

O corpo do pianista Francisco Tenório Cerqueira Júnior, conhecido como Tenorinho, foi identificado em Buenos Aires quase 50 anos após seu desaparecimento. O músico, considerado um dos maiores pianistas de sua geração, sumiu em março de 1976, poucos dias antes do golpe militar na Argentina. A confirmação foi feita neste sábado, 13, pela Embaixada do Brasil na capital argentina.

Segundo comunicado oficial, a identificação ocorreu por meio de exame de impressões digitais realizado pela Equipe Argentina de Antropologia Forense. O corpo havia sido encontrado em Don Torquato, em 20 de março de 1976, dois dias após o desaparecimento, e enterrado como indigente no cemitério de Benavídez.

À época com 34 anos, Tenorinho integrava uma turnê pelo Uruguai e Argentina ao lado de Vinicius de Moraes, Toquinho, Mutinho e Azeitona. Após se apresentar em um Gran Rex lotado, na avenida Corrientes, retornou ao hotel Normandie, no centro de Buenos Aires. Na madrugada de 18 de março, saiu do quarto para comprar cigarros em uma farmácia e nunca mais voltou.

Relatos de investigações posteriores indicam que o pianista foi capturado, levado à Escola Superior de Mecânica da Armada e submetido a sessões de tortura. O centro clandestino de detenção foi o principal espaço de repressão da ditadura argentina, por onde passaram mais de 5 mil prisioneiros políticos. Hoje, o local funciona como o Espaço Memória Direitos Humanos.

De acordo com informações reunidas pela Justiça argentina, Tenorinho teria sido executado a tiros após a prisão. Seu desaparecimento se insere no contexto da repressão política que vitimou cerca de 30 mil pessoas durante o regime militar no país vizinho.

A notícia da identificação foi repassada à família pelo procurador federal Ivan Marx e pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Em nota, a embaixada do Brasil em Buenos Aires agradeceu às autoridades argentinas pelos esforços na busca da verdade e ressaltou a importância da resolução do caso para a preservação da memória histórica.

Fonte: Redação Terra
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