Coreia do Sul lamenta morte de ex-primeiro-ministro que promoveu a democracia
O ex-primeiro-ministro sul-coreano Lee Hae-chan, um político veterano e influente no caminho do país para a democracia, morreu durante uma visita oficial à cidade de Ho Chi Minh, no sul do Vietnã, informaram os dois governos.
Lee, de 73 anos, morreu no domingo, depois de receber ajuda médica de emergência para um ataque cardíaco, informou um painel consultivo presidencial sul-coreano em um comunicado.
"O país perdeu um grande mentor na história de nossa democracia", disse o presidente Lee Jae Myung. "Ele dedicou sua vida à proteção e ao crescimento dos valores democráticos em nossa turbulenta história moderna."
Lee liderou a reforma do governo como primeiro-ministro de 2004 a 2006. O ex-membro do Parlamento com sete mandatos começou como um ativista estudantil que foi preso na década de 1970 por liderar um movimento democrático.
Um político inflamado que frequentemente entrava em conflito com oponentes políticos, ele era considerado um estrategista astuto que ajudou quatro presidentes liberais, incluindo o atual, a vencer as eleições.
A morte de Lee encerra um "capítulo em nossa história política", disse o Partido do Poder Popular, da oposição conservadora, em uma declaração de condolências.
O primeiro-ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh, e outros líderes ofereceram condolências à Coreia do Sul e à família de Lee.
Ele havia chegado ao Vietnã na quinta-feira para uma reunião do painel, que aconselha o governo sobre a política com a Coreia do Norte.