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Coreia do Norte promete mais lançamentos de satélites e reforça fronteira

27 nov 2023 - 09h13
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A Coreia do Norte advertiu nesta segunda-feira que continuará a exercer seus direitos soberanos, inclusive por meio de lançamentos de satélites, ao mesmo tempo em que suas tropas estariam restaurando alguns postos de guarda demolidos na fronteira com a Coreia do Sul.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte disse que o lançamento de um satélite de reconhecimento na semana passada foi motivado pela necessidade de monitorar os Estados Unidos e seus aliados, informou a mídia estatal KCNA.

"É uma maneira legal e justa de exercer o direito de se defender e de responder de forma completa e monitorar com precisão a grave ação militar dos EUA e de seus seguidores", disse a reportagem da KCNA.

A Coreia do Norte, que possui armas nucleares, lançou o satélite na terça-feira, dizendo que ele entrou em órbita com sucesso e estava transmitindo fotografias, mas autoridades de defesa e analistas sul-coreanos disseram que suas capacidades não foram verificadas de forma independente.

O lançamento fez com que a Coreia do Sul suspendesse uma cláusula fundamental em um acordo militar intercoreano de 2018 e retomasse a vigilância aérea perto da fronteira.

A Coreia do Norte, por sua vez, declarou que não estava mais vinculada ao acordo e que implantaria armas na fronteira com o Sul.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse que soldados norte-coreanos foram observados trazendo de volta armas pesadas para a fronteira da Zona Desmilitarizada (DMZ) e montando postos de guarda que os dois países demoliram sob o acordo.

A Coreia do Sul estima que a Coreia do Norte tinha cerca de 160 postos de guarda ao longo da DMZ e o Sul tinha 60. Cada lado demoliu 11 deles após o acordo militar assinado em 2018 com o objetivo de diminuir a tensão e evitar confrontos militares acidentais.

Soldados norte-coreanos armados foram vistos restaurando postos de guarda danificados em vários locais desde sexta-feira, disse o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, citando fotografias de câmeras na DMZ.

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