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Consumidores chineses são incentivados a gastar à medida que economia começa a normalizar

25 mar 2020
12h00
atualizado às 12h49
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Lojas de eletrônicos, cadeias de café e até autoridades locais da China estão reduzindo os preços e distribuindo milhões de dólares em cupons de desconto para reativar uma economia afetada por pelas restrições de movimento no combate ao coronavírus.

Pessoas caminham por shopping em Pequim, na China, utilizando máscaras de proteção 
25/03/2020
REUTERS/Thomas Peter
Pessoas caminham por shopping em Pequim, na China, utilizando máscaras de proteção 25/03/2020 REUTERS/Thomas Peter
Foto: Reuters

A GOME Retail Holdings Ltd e a Suning.com Co Ltd planejam distribuir mais de 620 milhões de iuanes (88 milhões de dólares) em vouchers, enquanto a Alipay, do Alibaba Group Holding Ltd's dará 10 milhões de códigos de descontos para 10 mil varejistas em seu aplicativo.

A JD.com Inc disse que partir de quinta-feira distribuirá 1,5 bilhão de iuanes (212 milhões de dólares) em cupons para produtos em várias categorias, como eletrônicos.

Até a autoridade ferroviária reduzirá a partir desta quarta-feira os preços dos bilhetes em até 45%, enquanto governos locais, como os das províncias de Hebei, Zhejiang e Guangxi, estão oferecendo cupons para atrações turísticas, cinemas e lojas.

"Lançamos algumas ofertas com descontos para consumidores nos últimos dias, na esperança de ajudá-los a voltar à vida normal", disse uma porta-voz da rede Pacific Coffee, referindo-se a um acordo de café e pão com preço tão baixo quanto 20 iuans (2,83 dólares).

As promoções refletem a preocupação de que o surto tenha diminuído o apetite do consumidor e possa ter um impacto persistente, mesmo com a queda do número de novos casos transmitidos localmente.

As vendas no varejo na segunda maior economia do mundo encolheram um quinto em janeiro-fevereiro em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados do governo. Durante esse período, a China começou a tomar medidas drásticas para conter a propagação do vírus, fechando os transportes e pedindo a milhões de pessoas para ficarem em casa.

O governo afrouxou as restrições nas últimas semanas, o que está incentivando os consumidores a se aventurarem novamente em shoppings e restaurantes, apesar de preocupações com a segurança no emprego e possíveis cortes salariais provocados por uma economia em dificuldades.

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