Passageiros aguardam para receber tratamento médico após inalarem gás sarin no metrô de Tóquio, em 20 de março de 1995
Foto: AFP
Policiais com trajes protetores sobem escadas de metrô de Tóqui após o ataque com gás sarin
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Imagem divulgada pela agência iraniana Irana mostra crianças e adultos curdos mortos em ataque químico iraquiano em 16 de março de 1988
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Crianças mortas por ataque químico iraquiano na localidade de Halabja
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Imagem divulgada pela revista Berliner Illustrirte Zeitung, em 1916, em que se lê na legenda: "Ataque de gás fotografado de avião russo", durante a Primeira Guerra Mundial
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Mulher exibe graves queimaduras contraídas após ataque americano com bombas de napalm a vilarejo vietnamita em 1968
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O ditador italiano faz exibição com bomba de gás em Roma, em 20 de maio de 1935. A Itália utilizou armas químicas na Líbia e na Etiópia durante o período fascista
Foto: Getty Images
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Na semana passada, ativistas de oposição síria denunciaram um ataque com armas químicas em um subúrbio de Damasco que poderia ter deixado mais de 1 mil mortos. Embora as informações não sejam precisas e nem a própria veracidade do ataque possa ser confirmada, peritos da ONU começaram nesta segunda-feira a investigar a área onde as armas químicas supostamente foram usadas.
Caso confirmado, este incidente entrará para uma série de ataques com antecendentes registrados ao longo do século. Conheça as ocasiões registradas de uso de armas químicas:
Bélgica, 1915 e 1917: Em abril de 1915, perto de Ypres (Bélgica), o exército alemão lançaram sobre as linhas francesas uma nuvem de gás de cloro, matando 15 mil soldados franceses, argelinos e canadenses, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Foi a primeira utilização em grande escala de armas químicas conhecidas. No mesmo local, em 1917, o gás mostarda foi utilizado pela primeira vez.
União Soviética, 1919: Gás mostarda foi utilizado pela União Soviética durante a revolta basmatchi, um levante dos povos muçulmanos, principalmente turcos, da Ásia central contra o poder soviético.
Marrocos, 1921-1926: Durante a Guerra do Rif, o conflito colonial no norte de Marrocos, o Exército espanhol usou gás químico contra as tribos berberes. Os franceses também são suspeitos de terem usados agentes químicos no mesmo conflito.
Líbia, anos 1930: Nesta colônia italiana de 1911 a 1943, as tropas de Mussolini confrontadas a hospitalidade das populações locais utilizaram gás tóxico contra os civis.
China, 1934-1942: Durante a ocupação japonesa da China (1931-1945), as tropas nipônicas utilizaram gás mostarda em várias regiões chinesas, incluindo Xinjiang (noroeste) em 1934. Também fizeram uso deste gás entre 1937 e 1942.
Etiópia, 1935-1936: Durante a invasão da Etiópia pela Itália fascista, as tropas de Mussolini utilizaram gás mostarda.
Segunda Guerra Mundial: A Alemanha nazista utilizou diversos gases venenosos em grande escala em câmaras de gás de campos de concentração. Somente em Sobibor, cerca de 250 mil judeus foram mortos em cinco distintas câmaras de gás entre 1942 e 1943.
ietnã, 1961-1967: Os americanos fizeram amplo uso do agente laranja e de Trioxine, produtos químicos pulverizados sobre as selvas do Vietnã do Sul para combater as guerrilhas comunistas.
Iraque, 1980-1988: Durante a guerra Irã-Iraque, Saddam Hussein usou gás mostarda, cianeto e sarin contra os soldados iranianos e civis. A minoria curda iraquiana também foi alvo, especialmente durante a grande ofensiva em março de 1988, quando a aviação iraquiana lançou sobre Halabja (Curdistão iraquiano) uma ampla gama de agentes químicos contra civis, causando 5 mil mortes, a maioria mulheres e crianças.
Japão, 1994 e 1995: A seita Aum utilizou em duas ocasiões gás sarin, em 27 de junho de 1994 em Matsumoto, perto do Monte Fuji, matando sete pessoas e ferindo 300 outras, e depois em 20 de março de 1995 no metrô de Tóquio, matando 12 pessoas e ferindo mais de 5.000.
Além disso, desde 1945 armas químicas foram usadas - mas sem provas oficiais - durante a Guerra das Coreias e em vários conflitos regionais, particularmente no Iêmen do Norte por tropas egípcias entre 1963 e 1967, e no Afeganistão pelo Exército soviético na década de 1980.
Menino vítima de ataque com armas químicas recebe oxigênio
Foto: Reuters
Menina é atendida em hospital improvisado após o ataque
Foto: AP
Homens recebem socorro após o ataque com arma químicas, relatado pela oposição e ativistas
Foto: AP
Mulher que, segundo a oposição, foi morta em ataque com gases tóxicos
Foto: AFP
Homens e bebês, lado a lado, entre as vítimas do massacre
Foto: AFP
Corpos são enfileirados no subúrbio de Damasco
Foto: AFP
Muitas crianças estão entre as vítimas, de acordo com imagens divulgadas pela oposição ao regime de Assad
Foto: AP
Corpos das vítimas, reunidos após o ataque químico
Foto: AP
Imagens divulgadas pela oposição mostram corpos de vítimas, muitas delas crianças, espalhados pelo chão
Foto: AFP
Meninas que sobreviveram ao ataque com gás tóxico recebem atendimento em uma mesquita
Foto: Reuters
Ainda em desespero, crianças que escaparam da morte são atendidas em mesquita no bairro de Duma
Foto: Reuters
Menino chora após o ataque que, segundo a oposição, deixou centenas de mortos em Damasco
Foto: Reuters
Após o ataque com armas químicas, homem corre com criança nos braços
Foto: Reuters
Criança recebe atendimento em um hospital improvisado
Foto: Reuters
Foto do Comitê Local de Arbeen, órgão da oposição síria, mostra homem e mulher chorando sobre corpos de vítimas do suposto ataque químico das forças de segurança do presidente Bashar al-Assad
Foto: Local Committee of Arbeen / AP
Nesta fotografia do Comitê Local de Arbeen, cidadãos sírios tentam identificar os mortos do suposto ataque químico das forças de segurança do presidente Bashar al-Assad
Foto: Local Committee of Arbeen / AP
Homens esperam por atendimento após o suposto ataque químico das forças de segurança da Síria na cidade de Douma, na periferia de Damasco; a fotografia é do escrtitório de comunicação de Douma
Foto: Media Office Of Douma City / AP
"Eu estou viva", grita uma menina síria em um local não identificado na periferia de Damasco; a imagem foi retirada de um vídeo da oposição síria que documenta aquilo que está sendo denunciado pelos rebeldes como um ataque químico das forças de segurança da Síria assadista
Foto: YOUTUBE / ARBEEN UNIFIED PRESS OFFICE / AFP
Nesta imagem da Shaam News Network, órgão de comunicação da oposição síria, uma pessoa não identificada mostra os olhos de uma criança morta após o suposto ataque químico de tropas leais ao Exército sírio em um necrotério improvisado na periferia de Damasco; a fotografia, de baixa qualidade, mostra o que seria a pupila dilatada da vítima
Foto: HO / SHAAM NEWS NETWORK / AFP
Rebeldes sírios enterram vítimas do suposto ataque com armas químicas contra os oposicionistas na periferia de Damasco; a fotografia e sua informação é do Comitê Local de Arbeen, um órgão opositor, e não pode ser confirmada de modo independente neste novo episódio da guerra civil síria
Foto: YOUTUBE / LOCAL COMMITTEE OF ARBEEN / AFP
Agências internacionais registraram que a região ficou vazia no decorrer da quarta-feira
Foto: Reuters
Mais de mil pessoas podem ter morrido no ataque químico, segundo opositores do regime de Bashar al-Assad
Foto: Reuters
Cão morto é visto em meio a prédios de Ain Tarma
Foto: Reuters
Homens usam máscara para se proteger de possíveis gases químicos ao se aventurarem por rua da área de Ain Tarma
Foto: Reuters
Imagem mostra a área de Ain Tarma, no subúrbio de Damasco, deserta após o ataque químico que deixou centenas de mortos na quarta-feira. Opositores do governo sírio denunciaram que forças realizaram um ataque químico que matou homens, mulheres e crianças enquanto dormiam
Foto: Reuters
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