Conheça o Míssil Supersônico que a Rússia usou contra a Ucrânia
Novo míssil supersônico russo 'Oreshnik' atinge a Ucrânia; veja alcance, tecnologia militar envolvida e reação internacional detalhada
O novo míssil russo "Oreshnik" passou a integrar, em janeiro de 2025, o repertório de ataques da Rússia contra a Ucrânia, chamando a atenção de analistas militares e de veículos internacionais. Lançado nesta sexta-feira, 9 de janeiro, o armamento foi descrito por fontes russas como um míssil supersônico de cruzeiro, destinado a atingir alvos estratégicos em profundidade. A estreia em combate ocorreu em meio à continuidade da guerra, iniciada em 2022, e adiciona um elemento a mais ao cenário de escalada tecnológica no conflito.
Relatos preliminares indicam que o Oreshnik teria sido usado em ataques coordenados com outros tipos de mísseis, aumentando a pressão sobre sistemas de defesa aérea ucranianos. A denominação, que em russo remete a "avelã" ou "nogueira", contrasta com a função do míssil, voltada para destruição de infraestrutura militar e, potencialmente, alvos logísticos. A divulgação do novo sistema foi amplamente repercutida por jornais, emissoras de TV e plataformas digitais em diferentes países.
O que é o míssil Oreshnik e por que ele chama atenção?
O míssel Oreshnik é apresentado como um míssil de cruzeiro supersônico, desenhado para voar a velocidades acima da do som e a baixa altitude, reduzindo o tempo de reação das defesas inimigas. Em linhas gerais, um míssil de cruzeiro mantém voo sustentado, guiado por sistemas de navegação avançados, diferente de projéteis balísticos que seguem trajetórias mais previsíveis. No caso do Oreshnik, a combinação de velocidade e possível capacidade de manobra em trajetória aumenta o grau de dificuldade para a interceptação.
Especialistas consultados por veículos internacionais apontam que a principal característica destacada pela Rússia é a capacidade supersônica, o que permite encurtar o intervalo entre o lançamento e o impacto. Isso amplia o potencial de atingir centros de comando, depósitos de munição, instalações energéticas e outros alvos considerados críticos. Embora detalhes técnicos completos não tenham sido divulgados, analistas comparam o perfil geral do Oreshnik a outros mísseis de cruzeiro russos já em uso, porém com ênfase em melhorias de velocidade, alcance e precisão.
Como o míssil Oreshnik foi usado na guerra na Ucrânia?
No ataque desta sexta-feira, o Oreshnik teria sido empregado como parte de uma ofensiva mais ampla, envolvendo diferentes vetores de ataque. Fontes ucranianas relataram disparos múltiplos contra várias regiões, com alerta aéreo sendo acionado em grandes centros urbanos. A Rússia, por sua vez, descreveu a operação como um ataque contra instalações militares e infraestruturas usadas para apoio logístico e defesa aérea.
Relatórios iniciais circulando na imprensa internacional mencionaram que o míssil supersônico foi lançado a partir de aeronaves militares, embora essa informação ainda esteja em fase de verificação. Em conflitos recentes, a Rússia tem usado plataformas variadas para disparo de mísseis de cruzeiro, incluindo bombardeiros estratégicos e navios de guerra. O emprego do Oreshnik se encaixa nesse padrão, com foco em alvos estratégicos em profundidade dentro do território ucraniano.
Em vários canais de notícia, foram citados impactos contra estruturas de energia, áreas industriais e instalações próximas a grandes centros. A Ucrânia afirmou ter interceptado parte dos projéteis lançados, sem detalhar quantos deles seriam Oreshnik. Essa disputa de narrativas — entre o número de mísseis lançados, interceptados e os danos causados — é um elemento recorrente desde o início da guerra e volta a se repetir com a introdução do novo armamento.
Quais são as possíveis características técnicas do míssil Oreshnik?
Até o momento, dados oficiais completos sobre o míssil Oreshnik supersônico não foram divulgados em detalhes pela Rússia. Ainda assim, com base em informações parciais e em padrões de desenvolvimento de mísseis russos, analistas formulam algumas hipóteses sobre suas capacidades. Entre os pontos mais citados estão:
- Velocidade supersônica, possivelmente em faixa de Mach 2 ou superior, a depender do perfil de voo;
- Capacidade de voo a baixa altitude, seguindo o relevo para reduzir a detecção por radares;
- Sistema de orientação combinado, unindo navegação por satélite, inercial e, possivelmente, sensores adicionais na fase terminal;
- Carga bélica capaz de atingir estruturas reforçadas ou alvos de grande porte;
- Lançamento a partir de aeronaves, com possibilidade futura de adaptação para navios ou plataformas terrestres.
Em termos de alcance, estimativas veiculadas pela imprensa sugerem que o míssil poderia atingir alvos a centenas de quilômetros de distância, permitindo atacar áreas afastadas da linha de frente. A combinação de alcance estendido e alta velocidade coloca o Oreshnik dentro da categoria de sistemas que pressionam significativamente a defesa aérea, exigindo respostas rápidas e coordenadas. Observadores ressaltam que a ausência de dados públicos verificáveis impede, por ora, uma avaliação técnica exata, mas o uso em combate oferece indícios sobre a função estratégica do armamento.
Que impacto o Oreshnik pode ter no equilíbrio militar do conflito?
A introdução de um novo míssil supersônico como o Oreshnik tende a afetar o cálculo de risco e o planejamento militar na região. Para a Rússia, a arma amplia o leque de opções para atingir alvos considerados de alto valor, aprofundando a capacidade de atacar "em camadas", combinando drones, mísseis de cruzeiro subsônicos, supersônicos e, em alguns casos, projéteis hipersônicos. Para a Ucrânia, a novidade representa mais um desafio para já sobrecarregados sistemas de defesa aérea, que dependem de radares, mísseis interceptores e apoio externo.
Governos estrangeiros acompanham com atenção o uso do Oreshnik, pois cada novo sistema de armas testado em campo fornece informações práticas sobre o estado atual da tecnologia militar. A recorrência de ataques com mísseis contra infraestrutura energética, logística e industrial também levanta alertas sobre o impacto prolongado na economia ucraniana e na população civil, ainda que os alvos declarados sejam militares ou de apoio militar.
Enquanto não há dados oficiais detalhados e verificáveis, o míssel Oreshnik permanece em uma zona de relativa opacidade técnica, mas com efeitos concretos no campo de batalha e no debate internacional. O uso inicial neste 9 de janeiro de 2025 marca um novo capítulo na evolução do arsenal empregado na guerra, e tende a ser observado de perto por forças armadas e analistas em diferentes regiões do mundo, interessados em entender como armamentos supersônicos de cruzeiro são integrados às campanhas modernas.