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Conheça em mapas e infográficos o poderio militar dos EUA usado contra Maduro na Venezuela

Forças americanas poderiam escolher entre diversos alvos, desde bases militares venezuelanas a laboratórios de refino de cocaína

3 jan 2026 - 08h33
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Os EUA atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa neste sábado, 3. O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação em sua rede social, a Truth Social.

"Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos".

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada deste sábado, enquanto múltiplas explosões iluminam o céu da capital venezuelana.

Antes de o presidente Trump anunciar no sábado que os Estados Unidos haviam capturado Maduro, da Venezuela, as Forças Armadas americanas haviam lançado uma das maiores mobilizações de suas forças na região do Caribe em décadas. A Chegada do porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, chegou às águas próximas da América Latina em outubro foi um dos pontos altos desta ação.

O USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, visto no Mar do Norte, antes de se dirigir ao Caribe para reforçar as operações americanas contra embarcações de traficantes de drogas
O USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, visto no Mar do Norte, antes de se dirigir ao Caribe para reforçar as operações americanas contra embarcações de traficantes de drogas
Foto: Alyssa Joy/U.S. Navy via Getty Images

O Comando Sul dos Estados Unidos informou que cerca de 15 mil soldados estavam na região em dezembro. O presidente Trump os descreveu como uma "armada massiva". Em agosto, ele assinou secretamente uma diretiva ao Pentágono para começar a usar força militar contra cartéis de drogas latino-americanos que seu governo considerava organizações terroristas.

Desde a assinatura, os Estados Unidos realizaram 35 ataques letais contra barcos que, segundo o governo, transportavam narcóticos. Os ataques mataram mais de 100 pessoas. Especialistas jurídicos e militares questionaram a legalidade dos ataques. O Congresso não os autorizou, nem declarou guerra à Venezuela.

Alguns funcionários de Trump disseram que o principal objetivo do aumento das tropas era tirar Maduro, líder autoritário da Venezuela, do poder. Horas antes de Trump anunciar a captura de Maduro e sua esposa, o governo venezuelano acusou as Forças Armadas dos EUA de realizar ataques na capital, Caracas, e em outras partes do país.

Nos últimos meses, o aumento do contingente militar dos EUA incluiu aviões de transporte e carga. Dados de rastreamento de voos analisados pelo The New York Times mostraram que aviões de carga pesada C-17 — usados principalmente para transportar tropas e equipamentos militares — realizaram pelo menos 16 voos para Porto Rico a partir de bases militares americanas em uma semana recente. Os C-17 voaram para Porto Rico a partir de bases no Novo México, Illinois, Vermont, Flórida, Arizona, Utah, Estado de Washington e Japão.

Os Estados Unidos também transferiram recentemente aeronaves de operações especiais para o Caribe. Desde outubro, as forças americanas incluem um grupo de ataque expedicionário da Marinha composto por navios de guerra anfíbios que transportam milhares de fuzileiros navais, além de aviões de guerra, helicópteros de ataque e outras aeronaves.

O reforço também trouxe a chegada, em novembro, de um grupo de ataque completo de porta-aviões, com o USS Gerald R. Ford e vários contratorpedeiros patrulhando a cerca de 100 milhas náuticas da costa da Venezuela.

O Ford e sua ala aérea, no entanto, não foram usados para atacar embarcações suspeitas de contrabando de drogas. Esses ataques foram lançados por drones e caças AC-130 controlados pelo Comando Conjunto de Operações Especiais dos EUA.

A Guarda Costeira dos EUA também começou a perseguir, abordar e até mesmo apreender petroleiros que, segundo a Casa Branca, estão violando as sanções contra Caracas. / AP e NYT

Estadão
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