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Congo testa passageiros após interceptação de embarcação com suspeita de caso de Ebola perto de Kinshasa

6 ago 2026 - 15h29
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As autoridades de saúde congolesas estavam ‌examinando mais de 300 pessoas que viajavam em uma embarcação fluvial interceptada perto de Kinshasa nesta quinta-feira, depois que a morte de um passageiro suspeito de ter Ebola gerou preocupações de que o vírus pudesse ter se espalhado a bordo, informaram as autoridades.

As autoridades enviaram ⁠um laboratório móvel para a embarcação depois que ela foi parada ‌em Maluku, a cerca de 65 km rio acima da capital, na quarta-feira.

O secretário-geral do Ministério da Saúde do Congo, Body ‌Ilonga Bompoko, disse que todos os passageiros ‌estavam passando por verificações de temperatura e exames clínicos.

Ele disse ⁠aos repórteres que amostras haviam sido coletadas de quatro passageiros com sintomas, incluindo febre, e enviadas para análise, com resultados previstos para sexta-feira.

DÚVIDAS SOBRE CASO SUSPEITO

A operação foi iniciada depois que as autoridades de saúde da província de Mongala relataram, em 25 de ‌julho, a morte de um homem de 32 anos suspeito de ter Ebola, que ‌se acredita ter ⁠viajado na embarcação.

Autoridades ⁠apresentaram versões divergentes sobre os deslocamentos do homem e sobre onde ele poderia ⁠ter contraído o vírus.

O diretor-geral ‌do Centro Africano de ‌Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da África, Jean Kaseya, disse aos repórteres nesta quinta-feira que o barco vinha da província de Mongala, onde não foram registrados casos de Ebola, e não da província ⁠de Tshopo, onde o surto se espalhou. As autoridades congolesas haviam identificado anteriormente Kisangani, capital de Tshopo, como o ponto de origem da embarcação.

Kaseya também afirmou que o homem adoeceu enquanto viajava na embarcação, enquanto o ministro ‌da Saúde do Congo, Samuel Roger Kamba, disse na quarta-feira que ele apresentou sintomas somente após desembarcar.

O chefe provincial de saúde ⁠de Mongala, Eustache Bibala Faray, disse que as autoridades não haviam determinado onde o homem embarcou na embarcação. Autoridades de saúde inicialmente o associaram a Kisangani porque os documentos encontrados com ele indicavam que ele era daquela cidade, disse ele à Reuters.

VACINAS E TRATAMENTOS SERÃO AMPLIADOS

Separadamente, Kaseya disse que as autoridades decidiram ampliar o uso de uma vacina desenvolvida contra a espécie do vírus Ebola do Zaire, depois que dados sugeriram que ela oferecia alguma proteção contra a espécie Bundibugyo, responsável pelo surto atual.

Ele disse que as autoridades também planejam ampliar o uso do medicamento antiviral remdesivir nas áreas afetadas.

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