EUA impõem sanções a autoridades militares cubanas e empresas ligadas à aquisição de armas
Os Estados Unidos impuseram sanções nesta quinta-feira a cinco entidades cubanas e oito indivíduos que auxiliam Cuba a adquirir armas e manter relações com forças armadas estrangeiras, incluindo os adidos militares de Havana para China e Rússia.
O secretário de Estado Marco Rubio anunciou as designações com base em um decreto assinado pelo presidente Donald Trump em maio, que ampliou as sanções contra autoridades do governo cubano, forças de segurança e seus apoiadores.
As sanções de quinta-feira têm como alvo subsidiárias do conglomerado militar Gaesa, uma holding militar e uma empresa de reparos de aeronaves militares, segundo o Departamento de Estado dos EUA. Entre os indivíduos designados estão Álvaro López Miera, ministro das Forças Armadas Revolucionárias (Minfar) de Cuba, bem como o chefe do Estado-Maior Geral, Roberto Legra Sotolongo, e os adidos militares de Cuba para Rússia e China, entre outros.
Rubio afirmou que o governo cubano utiliza suas Forças Armadas e serviços de inteligência para espionar os EUA e acusou o país de servir como base para Rússia, China e Irã realizarem operações contra os EUA. A medida dá continuidade a designações anteriores, feitas este ano, da própria Gaesa e do Minfar.
As autoridades cubanas não responderam imediatamente a um pedido de comentário.
Washington tem imposto sanções a uma série de entidades e pessoas cubanas, incluindo o presidente da nação insular, em uma tentativa de intensificar a pressão sobre os líderes comunistas de Cuba. As sanções se seguiram à declaração de emergência nacional feita pelos Estados Unidos neste ano, que imporia tarifas a qualquer país que fornecesse petróleo à ilha — uma medida que resultou em frequentes cortes de energia.
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