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China e EUA concordam em dialogar sobre IA e reduzir tarifas sobre US$30 bilhões em mercadorias durante visita de Xi

26 set 2026 - 16h32
(atualizado às 17h04)
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Resumo
Durante a visita de Xi Jinping a Donald Trump, EUA e China concordaram em reduzir tarifas sobre US$ 30 bilhões em bens não sensíveis e prorrogar uma trégua comercial por dois meses para buscar acordos mais amplos. As potências também anunciaram a criação de um conselho comercial e a abertura de diálogos sobre inteligência artificial, adotando o termo "superinteligência". Houve ainda consenso sobre a desnuclearização do Irã e a isenção de taxas em vias navegáveis internacionais.

Os Estados Unidos e a China concordaram em ‌reduzir as tarifas sobre US$30 bilhões em mercadorias e iniciar um diálogo sobre inteligência artificial, informaram os dois países após a visita do presidente Xi Jinping a Washington.

As reduções tarifárias se devem aplicar a exportações dos EUA, como produtos agrícolas, madeira e cosméticos, assim como a importações dos EUA, incluindo pequenos eletrodomésticos, brinquedos ⁠e artigos de decoração, segundo comunicado divulgado pela Casa Branca na sexta-feira.

"Os dois ‌países chegaram a um consenso sobre recomendações para um tratamento tarifário mais favorável para US$30 bilhões em mercadorias não sensíveis em ambas as direções", afirmou a ‌Casa Branca.

A cúpula de três dias entre Xi ‌e o presidente Donald Trump, que terminou na sexta-feira, destacou a diplomacia ⁠pessoal em vez de grandes avanços públicos.

Xi já pousou em Pequim, informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua neste sábado.

Os dois lados também concordaram em criar um conselho comercial e ampliar os resultados das negociações anteriores em Kuala Lumpur, informou o Ministério das Relações Exteriores da China.

O acordo segue iniciativa das duas maiores ‌economias do mundo de prorrogar por dois meses uma trégua comercial que deveria expirar ‌em 10 de novembro, ⁠dando mais tempo para ⁠a busca de um acordo comercial potencialmente maior, afirmou na quarta-feira o secretário do Tesouro ⁠dos EUA, Scott Bessent.

"Esta visita histórica enriqueceu ‌a relação construtiva e estável ‌entre a China e os EUA, manteve a estabilidade geral dos laços bilaterais, abriu um novo capítulo nas relações entre os dois países e terá um impacto de longo alcance na paz e no desenvolvimento mundial", afirmou ⁠o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em comunicado.

DIÁLOGO SOBRE IA

Sobre inteligência artificial, os dois lados concordaram em manter um diálogo sobre os riscos e benefícios da tecnologia, com a próxima rodada de discussões marcada para novembro, e acertaram de estabelecer um canal de ‌comunicação para incidentes relacionados à IA, informaram o Ministério das Relações Exteriores da China e a Casa Branca.

A Casa Branca informou que os líderes concordaram em ⁠usar o termo "superinteligência" em vez de "inteligência artificial".

Em um comunicado separado, o ministério chinês afirmou que Pequim valorizou o uso do novo termo por parte de Washington.

À medida que a tecnologia de IA continua a avançar, as duas partes devem intensificar intercâmbios e trabalhar em busca de um consenso, de acordo com os novos desdobramentos, afirmou.

Os dois lados também concordaram em apoiar-se mutuamente na organização da reunião de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e da cúpula do Grupo dos 20 (G-20).

Em relação à política externa, os líderes concordaram que o Irã deve cumprir seu compromisso de não desenvolver armas nucleares e que nenhum país ou entidade deve impor taxas de trânsito em vias navegáveis internacionais, afirmaram os dois países.

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