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Comissão Eleitoral turca autoriza recontagem parcial de votos em Istambul

3 abr 2019
09h24
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A Comissão Eleitoral da Turquia decidiu nesta quarta-feira a favor de uma recontagem em 8 dos 39 distritos de Istambul, depois de uma contagem inicial mostrar que o principal candidato opositor obteve uma vitória apertada na eleição municipal.

Ekrem Imamoglu, candidato a prefeito de Istambul pelo Partido Republicano do Povo (CHP), de oposição
31/03/2019
REUTERS/Huseyin Aldemir
Ekrem Imamoglu, candidato a prefeito de Istambul pelo Partido Republicano do Povo (CHP), de oposição 31/03/2019 REUTERS/Huseyin Aldemir
Foto: Reuters

O AKP, partido do presidente turco, Tayyip Erdogan, fez objeções aos resultados eleitorais de todos os distritos de Istambul, polo comercial turco, e da capital Ancara, já que resultados iniciais apontaram que a sigla está prestes a perder o controle das duas cidades.

O revés eleitoral pode complicar os esforços de Erdogan para enfrentar uma recessão econômica.

O chefe da Alta Comissão Eleitoral (YSK) disse nesta quarta-feira que decidiu que a recontagem dos votos que haviam sido considerados inválidos deve ocorrer em 8 distritos de Istambul, incluindo alguns bastiões do AKP.

Na segunda-feira, Ekrem Imamoglu, candidato a prefeito do Partido Republicano do Povo (CHP), a principal sigla da oposição, e seu rival do AKP, o ex-primeiro-ministro Binali Yildirim, disseram que Imamoglu tinha uma vantagem de cerca de 25 mil votos em Istambul, cuja população é de 15 milhões de habitantes.

O AKP contestou os resultados das duas cidades depois de dizer que exercerá seu direito de questionar os números onde houve irregularidades na votação, acrescentando que os erros nas urnas afetaram o resultado.

Antes das eleições, o CHP formou uma aliança eleitoral com o Partido Iyi (Bom) para rivalizar com a aliança do AKP com os parceiros nacionalistas MHP. As alianças unificaram as candidaturas em algumas cidades, incluindo Ancara e Istambul.

Em Ancara, Mansur Yavas, do CHP, recebeu 50,9 por cento dos votos no domingo, ficando à frente de seu adversário do AKP, o ex-ministro Mehmet Ozhaseki, por quase 4 pontos percentuais.

Jornais pró-governo disseram nesta quarta-feira que houve uma conspiração contra a Turquia nas eleições locais, que o jornal Star comparou a uma tentativa de golpe militar de 2016 e protestos de âmbito nacional em 2013.

O sucesso político de Erdogan se baseou em anos de crescimento econômico impressionante no país, mas uma recessão econômica que vem provocando inflação e desemprego crescentes e a queda da lira estão afetando sua popularidade.

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