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Cinzas impedem envio de ajuda humanitária a Tonga

País foi atingido por erupção de vulcão submarino e tsunami

18 jan 2022 08h35
| atualizado às 08h50
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As cinzas que cobriram a pista do principal aeroporto de Tonga, arquipélago atingido no último fim de semana por um tsunami provocado pela erupção de um vulcão submarino, impediram o envio de ajuda humanitária pela Nova Zelândia.

Imagens da rede de satélites Copernicus, da UE, mostram efeitos de erupção em Tonga
Imagens da rede de satélites Copernicus, da UE, mostram efeitos de erupção em Tonga
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Cerca de 200 pessoas tentaram limpar a pista na última segunda-feira (17), mas apenas 100 metros foram liberados até o momento. O governo neozelandês afirmou que um C-130 está pronto para decolar com ajuda humanitária, incluindo água, geradores de energia e kits de higiene, porém as cinzas impedem a operação.

Já navios militares com itens de primeira necessidade vão levar pelo menos três dias para chegar ao país, que fica no sul do Oceano Pacífico.

A erupção ocorreu no vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha'apai, que fica a 65 quilômetros da capital Nuku'Alofa, e provocou ondas de tsunami por todo o Pacífico, além de ter coberto o arquipélago com uma nuvem de cinzas.

Os gases expelidos pelo vulcão são danosos para a saúde e podem contaminar reservatórios de água potável. Além disso, a onda de choque gerada pela erupção rompeu um cabo de telecomunicações submarino e deixou o país inteiro sem internet, o que impede a avaliação exata dos danos.

Até o momento, três vítimas estão confirmadas em Tonga, incluindo a britânica Angela Glover, morta pelo tsunami enquanto tentava salvar seus cachorros, e dois cidadãos locais. Duas mulheres também morreram afogadas por ondas anômalas no Peru no fim de semana.

Ansa - Brasil   
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