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Chilenos rejeitam constituição conservadora para substituir texto da era da ditadura

18 dez 2023 - 07h54
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Os chilenos rejeitaram no domingo uma nova constituição conservadora para substituir o texto atual, da era da ditadura de Augusto Pinochet.

Com 99,65% das urnas apuradas, um total de 55,76% dos chilenos rejeitou o novo texto, enquanto 44,24% votaram a favor dele.

Esse é o segundo projeto de constituição em dois anos que os eleitores rejeitam para substituir o texto atual, um processo que nasceu depois que protestos em grande escala tomaram conta do país em 2019.

"O país ficou polarizado, dividido", disse o presidente Gabriel Boric em um discurso televisionado, acrescentando que o resultado mostra que o processo "não canalizou as esperanças de ter uma nova constituição escrita por todos".

Boric reiterou que seu governo não buscará uma terceira redação e avançará com a reforma previdenciária e tributária por meio do legislativo.

"O que os cidadãos estão pedindo é uma melhor capacidade de diálogo, de consenso, mas, acima de tudo, de ação", disse Boric.

Muitos chilenos expressaram desconfiança e desencanto com o processo após anos de polarização e brigas políticas.

Nina Vidal, de 65 anos, secretária na cidade litorânea de Valparaíso, disse no domingo que se sentiu inspirada pelo primeiro plebiscito, mas perdeu a confiança no segundo plebiscito.

"Eu sinceramente pensei que as coisas iriam mudar" na primeira vez, afirmou ela após votar. "Mas, infelizmente, nada mudou."

A primeira assembleia eleita para redigir um novo texto era dominada por forças de esquerda, e a minuta se concentrava em direitos sociais, indígenas, ambientais e de gênero. Mas esse texto foi esmagadoramente rejeitado pelos eleitores em setembro passado.

O eleitorado mudou para a direita no segundo projeto e os eleitores elegeram uma assembleia dominada por partidos conservadores.

Esse texto foi considerado mais conservador e favorável ao mercado do que a constituição de 1980 que ele poderia substituir. Focava nos direitos de propriedade privada e regras rígidas sobre imigração e aborto.

"Finalmente, após quatro anos de intenso debate e conversa constitucional, chegamos ao mesmo ponto", disse o analista político Kenneth Bunker, acrescentando que o fim da votação deve trazer mais estabilidade política e confiança para os investidores.

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