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Chilenos que rejeitaram Pinochet em referendo decidirão se mantêm Constituição feita na ditadura

23 out 2020
09h21
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Os chilenos irão às urnas no domingo para decidir se querem trocar a Constituição redigida durante a ditadura de Augusto Pinochet por um novo documento concebido por um órgão de cidadãos escolhidos para este fim.

Manifestantes protestam em Santiago antes de referendo no Chile
22/10/2020 REUTERS/Ivan Alvarado
Manifestantes protestam em Santiago antes de referendo no Chile 22/10/2020 REUTERS/Ivan Alvarado
Foto: Reuters

Uma nova Constituição foi uma das principais exigências dos manifestantes envolvidos nos protestos sociais inéditos que irromperam em outubro do ano passado contra a desigualdade e o elitismo. Um acordo para um referendo pluripartidário resultou dos protestos em dezembro.

Aqueles que se opõem a uma nova Constituição argumentam que substituir um documento que ajudou a fazer do Chile uma das economias de livre mercado mais estáveis da região representa "um salto no vazio".

Aqueles a favor dizem que o texto atual privilegia interesses particulares e segmenta o acesso a saúde, educação e pensões por faixa de renda.

Alejandro Werner, diretor do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse na quinta-feira que o processo poderia inaugurar "uma nova era na qual os principais elementos que geraram a história de sucesso chilena... são mantidos em termos de crescimento econômico, mas complementados por uma agenda de inclusão social".

Um risco, ponderou, é "uma multiplicidade de políticas sociais sem apoio macroeconômico".

Pesquisas levam a crer que a campanha para aprovar uma nova Carta Magna receberá dois terços dos votos.

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