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Chile rejeita nova Constituição por ampla maioria

Resultado é uma dura derrota para o presidente Gabriel Boric

4 set 2022 - 21h06
(atualizado às 21h21)
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Os eleitores do Chile rejeitaram neste domingo (4) por ampla maioria o projeto de Constituição apresentado pela Assembleia Constituinte empossada em julho de 2021, impondo uma dura derrota ao governo do presidente Gabriel Boric.

Eleitores aguardam resultado de referendo constitucional na Plaza Itália, em Santiago
Eleitores aguardam resultado de referendo constitucional na Plaza Itália, em Santiago
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Com 61% da apuração concluída, o "rejeito" tem 61,40% dos votos, contra 38,60% do "aprovo", distância muito maior do que a apontada pelas últimas pesquisas, que previam um resultado mais apertado.

A nova Constituição tinha um teor fortemente progressista e definia o Chile como um "Estado social e democrático de direito", com a responsabilidade de prover serviços para os cidadãos e reconhecendo pela primeira vez os direitos dos povos indígenas.

Um dos principais itens era a criação de um Sistema Nacional de Saúde Universal para solucionar o problema de falta de cobertura sanitária para a população mais carente.

Além disso, a proposta constitucional estabelecia um sistema previdenciário financiado por trabalhadores e empregadores para substituir o modelo de capitalização vigente desde a ditadura de Augusto Pinochet, que deixou milhões de pessoas com aposentadorias abaixo do salário mínimo.

O texto ainda previa o direito ao aborto e estabelecia que as mulheres ocupassem pelo menos 50% dos cargos no governo. Com a vitória do "rejeito", a Constituição de 1980, imposta pelo regime Pinochet, segue vigente, mas já há negociações para a formação de uma nova Constituinte.

Boric, que apoiava o "aprovo", alega que o povo chileno deu um mandato claro no plebiscito de outubro de 2020, quando 78% dos eleitores se expressaram a favor de reescrever a Constituição.

O presidente convocou os líderes de partidos do governo e da oposição para uma reunião na tarde desta segunda-feira (5) no Palácio de la Moneda, em Santiago, com o objetivo de "dar continuidade ao processo constituinte".   

Ansa - Brasil
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