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Chanceler alemão propõe maior acesso ao mercado entre UE e Ásia para combater restrições comerciais

27 out 2026 - 08h53
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Resumo
O chanceler alemão Friedrich Merz defendeu uma aliança estratégica entre potências médias da Europa e da Ásia em comércio, tecnologia e segurança para enfrentar a nova era geopolítica. Em Cingapura, ele propôs um acordo entre a União Europeia e os membros do bloco comercial CPTPP. Merz rejeitou o desacoplamento total da China, mas alertou que é preciso mitigar dependências unilaterais em suprimentos e matérias-primas, além de corrigir distorções no mercado causadas por Pequim.

O chanceler alemão Friedrich Merz ‌apelou nesta terça-feira para que as potências médias europeias e asiáticas formassem uma aliança estratégica nas áreas de comércio, tecnologia e segurança, alertando que a erosão da ordem global estabelecida ameaçava seus interesses comuns.

"Estamos no limiar de uma nova ⁠era geopolítica", afirmou Merz em um discurso de abertura no ‌Instituto ISEAS Yusof Ishak, em Cingapura, na primeira parada de uma viagem de uma semana pela Ásia que ‌também o levará ao Japão e ‌à Coreia do Sul.

"Nossa liberdade, nossa soberania, nossa segurança ⁠e nossa prosperidade estão em jogo", disse Merz, defendendo uma cooperação mais estreita entre as potências de médio porte da Europa e da Ásia.

Merz propôs um acordo inter-regional com os membros do Acordo Abrangente e Progressivo de Parceria ‌Transpacífica (CPTPP), que reúne 12 nações, incluindo Japão, Reino Unido, Canadá ‌e Cingapura. Juntamente com ⁠a UE, ⁠esses parceiros "representam mais de um terço do comércio global", disse ele.

O chanceler alemão descreveu ⁠o esforço para estreitar ‌os laços entre a ‌Europa e a Ásia como "de natureza estratégica e de longo prazo" e disse que essa é "uma das nossas respostas mais importantes para a nova era".

POLÍTICA EM RELAÇÃO ⁠À CHINA "AMADURECENDO"

Merz disse que a política da Alemanha em relação à China está "amadurecendo" e está alinhada com a União Europeia.

Ele alertou contra um desacoplamento econômico total da China, chamando-o de "um erro" que "não ‌nos tornaria nem mais seguros nem mais prósperos". Em vez disso, disse ele, a Europa e a Ásia devem reduzir "dependências ⁠prejudiciais e unilaterais" nas cadeias de abastecimento, tecnologias e matérias-primas.

Mas, nos casos em que a concorrência comercial fosse "distorcida devido ao excesso de capacidade sistêmico ou a restrições sobre exportações e ao acesso ao mercado, são necessárias medidas corretivas", disse Merz.

Na semana passada, ministros da UE pediram acordos com Pequim para conter as importações em diversos setores, incluindo produtos químicos e maquinário, a fim de lidar com um déficit comercial de bens que cresceu para mais de 1 bilhão de euros (1,1 bilhão de dólares) por dia.

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