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Jordânia diz ter matado mais de 20 militantes do Estado Islâmico em ataques aéreos na Síria

27 out 2026 - 09h11
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Resumo
A Jordânia realizou ataques aéreos no sul da Síria, matando mais de 20 militantes do Estado Islâmico, em retaliação a um atentado contra uma igreja que deixou nove mortos em seu território. Damasco acusou a ação de violar sua soberania e afirmou que sete civis morreram, gerando atritos diplomáticos. Apesar de divergirem sobre a coordenação prévia da operação, ambos os governos concordaram em criar um comitê conjunto de segurança para reforçar o controle das fronteiras e conter a violência.

A Jordânia informou nesta terça-feira ‌ter matado mais de 20 militantes do Estado Islâmico em ataques aéreos no sul da Síria na noite anterior, lançados em resposta a um ataque letal a uma igreja na Jordânia que as autoridades ⁠atribuíram a militantes que atuam do outro lado da ‌fronteira.

A Síria disse que os ataques mataram sete pessoas, incluindo três crianças e uma mulher. A ‌Jordânia lamentou as vítimas civis, disse ‌o ministro da Comunicação do Governo, Mohammed ⁠al-Momani, em uma postagem no X.

A Jordânia informou na segunda-feira que sua Força Aérea havia atacado o que descreveu como esconderijos de militantes no sul da Síria, após determinar que os suspeitos por trás ‌do ataque à igreja na semana passada estavam ligados ‌a "grupos terroristas" baseados ⁠na região.

Autoridades ⁠de segurança jordanianas afirmaram separadamente que as forças de segurança prenderam ⁠dois irmãos e ‌seu cunhado após um ‌tiroteio relacionado ao ataque à igreja, que matou nove pessoas.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque, embora a Jordânia tenha afirmado que os militantes ⁠alvejados na Síria eram membros do Estado Islâmico.

Os ataques de segunda-feira provocaram indignação na Síria. Enquanto as Forças Armadas jordanianas afirmaram que os ataques foram conduzidos em coordenação com ‌Damasco, o governo sírio declarou que eles foram realizados sem coordenação prévia e anunciou uma investigação.

Declarações feitas ⁠nos últimos dias pelas autoridades jordanianas de que não houve planejamento prévio do ataque à igreja aumentaram a confusão, parecendo contradizer a justificativa da Jordânia para os ataques transfronteiriços.

O Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou os ataques jordanianos como uma violação da soberania do país.

Afirmou, no entanto, que Damasco estava coordenando-se com Amã e que estabeleceria um comitê conjunto de segurança para reforçar a segurança nas fronteiras e impedir que incidentes semelhantes se repetissem.

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