Cearense morre na guerra da Ucrânia após explosão de mina terrestre
O cearense Guilherme Bezerra Ávila, de 26 anos, natural de Fortaleza e combatente na guerra da Ucrânia, teve a morte confirmada à família no último domingo, 5 de junho.
Um brasileiro de 26 anos perdeu a vida durante o conflito entre Ucrânia e Rússia após a explosão de uma mina terrestre. O cearense Guilherme Bezerra Ávila, natural de Fortaleza e filho de moradores de Várzea Alegre, teve a morte confirmada à família no último domingo, 5 de junho.
De acordo com parentes, Guilherme integrava as forças de defesa ucranianas desde 2025. O acidente aconteceu enquanto ele participava de uma operação para posicionamento de explosivos em área de combate. Durante a atividade, uma das minas detonou, causando sua morte ainda no local.
A decisão de atuar na guerra surpreendeu a família. Antes de embarcar para a Europa, Guilherme contou aos familiares que seguiria para a Polônia em busca de uma oportunidade de trabalho. Somente algum tempo depois eles descobriram que o jovem havia se alistado para servir ao Exército da Ucrânia.
Mesmo após diversos apelos para que retornasse ao Brasil, Guilherme decidiu permanecer no país e continuar atuando na linha de frente do conflito.
A confirmação da morte chegou por meio de companheiros de missão. Segundo os familiares, militares que estavam com o brasileiro entraram em contato com a mãe dele utilizando o telefone informado como contato de emergência.
Embora morasse em Fortaleza, Guilherme mantinha fortes vínculos com Várzea Alegre, no Cariri cearense, cidade natal de seus pais. A notícia provocou grande comoção entre amigos e moradores da região.
Em nota, o Lions Clube de Várzea Alegre manifestou solidariedade aos familiares, prestando homenagem ao jovem e desejando força aos parentes diante da perda. Guilherme deixa os pais e um filho de seis anos.
A família também foi informada de que, devido às dificuldades logísticas e aos custos envolvidos no transporte de vítimas da guerra, o corpo será cremado na Ucrânia. Posteriormente, as cinzas deverão ser enviadas ao Brasil para que familiares possam realizar a despedida.
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