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Cearense morre na guerra da Ucrânia após explosão de mina terrestre

O cearense Guilherme Bezerra Ávila, de 26 anos, natural de Fortaleza e combatente na guerra da Ucrânia, teve a morte confirmada à família no último domingo, 5 de junho.

7 jul 2026 - 15h32
(atualizado às 16h40)
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Um brasileiro de 26 anos perdeu a vida durante o conflito entre Ucrânia e Rússia após a explosão de uma mina terrestre. O cearense Guilherme Bezerra Ávila, natural de Fortaleza e filho de moradores de Várzea Alegre, teve a morte confirmada à família no último domingo, 5 de junho.

De acordo com parentes, Guilherme integrava as forças de defesa ucranianas desde 2025. O acidente aconteceu enquanto ele participava de uma operação para posicionamento de explosivos em área de combate. Durante a atividade, uma das minas detonou, causando sua morte ainda no local.

Cearense morre na guerra da Ucrânia após explosão de mina terrestre
Cearense morre na guerra da Ucrânia após explosão de mina terrestre
Foto: Portal de Prefeitura

A decisão de atuar na guerra surpreendeu a família. Antes de embarcar para a Europa, Guilherme contou aos familiares que seguiria para a Polônia em busca de uma oportunidade de trabalho. Somente algum tempo depois eles descobriram que o jovem havia se alistado para servir ao Exército da Ucrânia.

Mesmo após diversos apelos para que retornasse ao Brasil, Guilherme decidiu permanecer no país e continuar atuando na linha de frente do conflito.

A confirmação da morte chegou por meio de companheiros de missão. Segundo os familiares, militares que estavam com o brasileiro entraram em contato com a mãe dele utilizando o telefone informado como contato de emergência.

Embora morasse em Fortaleza, Guilherme mantinha fortes vínculos com Várzea Alegre, no Cariri cearense, cidade natal de seus pais. A notícia provocou grande comoção entre amigos e moradores da região.

Em nota, o Lions Clube de Várzea Alegre manifestou solidariedade aos familiares, prestando homenagem ao jovem e desejando força aos parentes diante da perda. Guilherme deixa os pais e um filho de seis anos.

A família também foi informada de que, devido às dificuldades logísticas e aos custos envolvidos no transporte de vítimas da guerra, o corpo será cremado na Ucrânia. Posteriormente, as cinzas deverão ser enviadas ao Brasil para que familiares possam realizar a despedida.

Portal de Prefeitura
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