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Itália tem nova onda de protestos violentos contra policiais

Manifestantes no Piemonte atacaram agentes com bombas e pedras

25 jul 2026 - 16h55
(atualizado às 17h11)
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Centenas de manifestantes atacaram o canteiro de obras da linha ferroviária de alta velocidade que ligará Turim, na Itália, a Lyon, na França, neste sábado (25) em Chiomonte, no Vale de Susa, no Piemonte.

O grupo, pertencente ao movimento No TAV, que se opõe à construção da ferrovia, que deverá ser concluída em 2033, lançou bombas caseiras e pedras contra as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo e jatos d'água.

A polícia interceptou cerca de cem indivíduos mascarados entre dois cursos d'água, ao passo que um grupo maior foi detido em Bruzolo, na mesma região, para impedir que chegassem às imediações do canteiro de obras. Os manifestantes danificaram barreiras de concreto e incendiaram veículos das forças de ordem.

Segundo o primeiro balanço divulgado pelas autoridades, mais de 50 agentes ficaram feridos no tumulto.

O governo condenou a violência do protesto.

"Quem arremessa bombas caseiras, incendeia veículos oficiais e ataca agentes da lei não está defendendo uma ideia; está atacando o Estado", escreveu a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, recordando, na sequência, os recentes ataques contra agentes ocorridos em Bolonha, na semana passada, durante protestos pela morte do marroquino Abderrahim Fakir.

Membros do movimento No TAV incendiaram veículos policiais durante protesto 

"Em Chiomonte, após os recentes acontecimentos em Bolonha, homens e mulheres de uniforme foram mais uma vez alvo da violência de vândalos encapuzados. Eles contam com a minha solidariedade e a do governo", destacou a premiê.

Seu ministro do Interior, Matteo Piantedosi, afirmou que a confusão de hoje no Piemonte, "confirma a intenção de desencadear uma escalada que exige atenção máxima".

Segundo o ministro, "é necessária uma postura unificada, clara e inequívoca de todas as forças políticas e institucionais".

"Isolar aqueles que alimentam a violência deve ser um dever compartilhado, independentemente da filiação política", declarou Piantedosi.

Em nota, o Palácio do Quirinale informou que o presidente da República, Sergio Mattarella, "convocou Piantedosi para pedir-lhe que transmitisse sua solidariedade e agradecimentos aos agentes da força pública pelos serviços prestados à comunidade nacional".

Mattarella "expressou seu apoio aos agentes feridos", reforça o comunicado. 

Ansa - Brasil
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