Catar critica sanções 'unilaterais' dos EUA contra Irã
'Apoiamos os esforços de mediação', disse ministério
O Catar criticou as sanções unilaterais dos EUA contra o Irã e defendeu a mediação diplomática e a liberdade de navegação no Estreito de Hormuz. A reação ocorre após Washington lançar a "Operação Pária Econômico", que visa sufocar financeiramente o regime iraniano ao excluir do sistema do dólar e impor duras sanções secundárias a países que negociem com Teerã, ampliando restrições a setores como tecnologia, ouro, aviação, transporte marítimo e ativos digitais.
O governo do Catar criticou nesta terça-feira (24) o plano apresentado pelos Estados Unidos para sufocar a economia do Irã, que prevê sanções secundárias contra países que fizerem negócios com a República Islâmica.
"As sanções americanas contra o Irã são unilaterais, e apoiamos os esforços de mediação voltados a resolver a crise", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Doha, Majed al-Ansari, citado pela emissora Al Jazeera.
"A situação no Estreito de Hormuz deveria voltar àquela anterior à crise, e ressaltamos a necessidade de liberdade de navegação", acrescentou o representante.
O Catar é um dos mediadores nas negociações entre EUA e Irã e também um dos principais aliados de Washington no Oriente Médio.
Na última segunda-feira (24), o secretário americano do Tesouro, Scott Bessent, apresentou a "Operação Pária Econômico", que tem o objetivo de "cortar todos os fluxos de energia econômica que sustentam o regime" iraniano.
A iniciativa prevê a exclusão do sistema do dólar para países acusados de "lavarem dinheiro" de Teerã, porém ainda não há detalhes sobre como o plano vai funcionar na prática. "Para aqueles que ajudam o Irã: não testem nossa determinação. O presidente já está entrando em contato com líderes mundiais, exigindo que cessem suas interações com o Irã", disse Bessent, sem citar nenhuma nação nominalmente.
O Departamento do Tesouro dos EUA também ampliou o alcance das sanções secundárias a países que fazem negócios com a República Islâmica, que antes englobavam sobretudo o mercado de petróleo e agora vão incluir também ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transportes marítimos.
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