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Bolsonaro convoca GSI e Defesa para reunião sobre Venezuela

Reunião marcada para 12h30 no Palácio do Planalto terá presença dos ministros Augusto Heleno e Fernando Azevedo, que levarão informações

30 abr 2019
11h19
atualizado às 19h13
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BRASÍLIA - O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, convocou uma reunião nesta terça-feira, 30, com os ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e da Defesa, Fernando Azevedo, para tratar da situação da Venezuela, depois que o líder opositor Juan Guaidó afirmou ter o apoio de militares contra Nicolás Maduro.

A informação é do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que também participará do encontro, marcado para as 12h30, no Palácio do Planalto. Segundo Mourão, representantes do GSI e da Defesa vão "passar as informações que eles têm" sobre o assunto.

O presidente Jair Bolsonaro após se encontrar com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva
O presidente Jair Bolsonaro após se encontrar com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva
Foto: Ricardo Moraes / Reuters

Ao comentar a movimentação na Venezuela, o ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo disse que a adesão de militares e da oposição contra o regime chavista é positiva e espera que as Forças Armadas façam parte de uma transição democrática na Venezuela.

Mais cedo, o autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, chamou a população às ruas e declarou ter apoio de militares para pôr fim ao que ele chama de "usurpação' na Venezuela.

Autoridades do governo Maduro, por sua vez, falam em tentativa de golpe de Estado. Nas redes sociais, Guaidó também afirmou que se encontra com as principais unidades militares das Forças Armadas. O autoproclamado presidente venezuelano organiza uma manifestação próximo a uma base aérea em Caracas.

Mourão afirmou ter tido informações sobre o assunto apenas através da mídia até o momento, mas avaliou que a região da base área fica praticamente no centro da cidade, em uma região nobre, e é uma "área complicada". Ele disse não ter conhecimento sobre eventual apoio de militares a Guaidó.

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Estadão
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