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Biden defende nova lei eleitoral, mas não propõe caminho para aprovação

13 jul 2021 18h50
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pressionado por líderes de movimentos civis, afirmou nesta terça-feira que é "um imperativo nacional" aprovar a lei eleitoral que está parada no Congresso norte-americano, mas não ofereceu um caminho para superar a oposição dos republicanos.

Biden faz discurso na Filadélfia
 13/7/2021   REUTERS/Leah Millis
Biden faz discurso na Filadélfia 13/7/2021 REUTERS/Leah Millis
Foto: Reuters

Vários Estados controlados pelos republicanos aprovaram novas restrições ao voto neste ano, medidas que foram incentivadas pelo antecessor republicano de Biden, o ex-presidente Donald Trump. 

Em um discurso apaixonado na cidade que é considerada o berço do país, Biden criticou Trump, sem identificá-lo, pelas falsas acusações de que a eleição de 2020 foi roubada por conta de fraudes eleitorais generalizadas.

"Me ouçam com clareza: há um ataque ocorrendo na América hoje, uma tentativa de suprimir e subverter o direito ao voto em eleições justas e livres", disse Biden a uma multidão barulhenta na Filadélfia. 

"A grande mentira é apenas isso: uma grande mentira", afirmou Biden, se referindo às acusações infundadas de Trump e seus apoiadores. 

Se aprovado, o projeto apoiado pelos democratas ampliaria as oportunidades de votar antes do dia das eleições, tornaria certas contribuições de campanha mais transparentes e mudaria o processo de delimitação dos distritos da Câmara dos Deputados. Os republicanos dizem que a medida viola a autoridade dos Estados de definir suas próprias leis eleitorais.

A lei eleitoral enfrenta uma batalha no Congresso, onde os colegas democratas de Biden foram obstruídos por senadores republicanos, impedindo que a matéria fosse sequer debatida. O foco de Biden no assunto, mesmo se o projeto fracassar, o permite alavancar apoio entre eleitores democratas enquanto seu partido briga para manter o controle do Congresso nas eleições de 2022.

Biden fez uma crítica contundente ao que chamou de esforços para minar os direitos de voto, comparando-os a leis anteriores que impediam negros e mulheres de votar nos Estados Unidos.

"Eles querem tornar isso tão difícil ... que esperam que as pessoas não votem. É disso que se trata", disse Biden sobre esses esforços. "Precisamos aprovar a 'Lei Para o Povo'. É um imperativo nacional", acrescentou Biden, referindo-se à legislação.

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