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Ativistas da Flotilha da Liberdade serão deportados por Israel

Italianos estavam a bordo de navio de ajuda a Gaza interceptado

28 jul 2025 - 09h51
(atualizado às 12h02)
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- Dois italianos que estavam a bordo de uma embarcação da ONG Coalizão Flotilha da Liberdade, interceptada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) enquanto navegava em direção à Faixa de Gaza com 21 ativistas internacionais para uma missão civil e humanitária, serão deportados do país.

Trata-se de Tony La Piccirella, de Bari, e Antonio Mazzeo, de Messina, que estavam juntos de dois repórteres da Al Jazeera e de dois parlamentares franceses de esquerda.

Em comunicado, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou ter conversado com seu homólogo israelense, Gideon Sa'ar, sobre o assunto e revelou que os dois italianos em Ashdod estão sendo assistidos por funcionários da embaixada.

Além disso, o chanceler italiano destacou que Israel está oferecendo aos ativistas duas opções: assinar uma declaração e ir imediatamente ao aeroporto com assistência diplomática, ou ser mantido em um centro de detenção e forçado a ser repatriado após 72 horas.

Tajani explicou que um dos dois escolheu a primeira opção e o outro a segunda, mas não especificou as medidas decididas respectivamente.

No último fim de semana, a Flotilha da Liberdade acusou o Exército de ocupação israelense de abordar à força o navio ?Handala?, que partiu de Siracusa, no sul da Itália, rumo ao enclave palestino, no último dia 13 de julho, carregado com ajuda humanitária.

?Trata-se de uma ação ilegal e violenta, realizada em águas internacionais ou, em qualquer caso, fora da jurisdição israelense, que constitui um grave ato de pirataria naval e uma violação do direito internacional?, denunciou.

Segundo a ONG, ?a bordo do ?Handala? estavam ativistas de direitos humanos, trabalhadores humanitários, parlamentares e jornalistas de vários países do mundo".

"As autoridades israelenses os estão detendo ilegalmente, em violação à sua liberdade individual e às convenções internacionais?, acrescentou a nota, enfatizando que, ?de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), nenhuma força militar tem o direito de atacar uma embarcação civil em águas internacionais sem justificativa legal, especialmente se estiver engajada em uma missão humanitária".

A embarcação ?Handala?, a 37ª missão em 18 anos da Flotilha da Liberdade, aproximou-se das águas de Gaza e foi interceptada por volta das 22h45 do sábado passado (26). Imagens ao vivo mostraram soldados abordando e começando a identificar as pessoas de 10 países.

A decisão é quase idêntica a de junho passado contra o veleiro "Madleen", que transportava a sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila. 

Ansa - Brasil
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