Ataques israelenses matam civis em vilarejo no sul do Líbano apesar de cessar-fogo
Seis pessoas, entre elas uma criança, morreram nesta sexta-feira (1°) em dois bombardeios israelenses contra um vilarejo no sul do Líbano, que o Exército de Israel havia ordenado evacuar apesar de um cessar-fogo, informou o Ministério da Saúde libanês. Segundo comunicado da pasta, outras oito pessoas, incluindo uma criança, também ficaram feridas nos ataques contra Habbouch, localidade de cerca de 15 mil habitantes.
A agência oficial de notícias do Líbano (ANI) relatou "uma série de intensos bombardeios (…) pouco menos de uma hora após o aviso" emitido por Israel.
A ANI também informou sobre outros ataques e disparos de artilharia contra diferentes localidades do sul do país, incluindo a cidade costeira de Tiro, apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril entre o Hezbollah, grupo pró-iraniano, e Israel.
Na quinta-feira (30), 17 pessoas morreram em bombardeios no sul, onde o Exército israelense estabeleceu uma zona de 10 quilômetros de profundidade a partir da fronteira, interditada à imprensa e à população, na qual conduz operações de demolição. De acordo com a ANI, destruições foram registradas em Shamaa e também em Yaroun, onde um mosteiro, uma escola privada, casas, comércios e estradas foram demolidos.
Israel afirma querer proteger sua região norte do Hezbollah, que continua a reivindicar ataques contra posições israelenses no Líbano e, com menor frequência, contra o território israelense.
Pelo acordo de cessar-fogo, Israel se reserva "o direito de tomar, a qualquer momento, todas as medidas necessárias em legítima defesa contra ataques planejados, iminentes ou em curso", cláusula contestada pelo Hezbollah.
Morte de civis e socorristas
O Exército israelense anunciou na quinta-feira a morte "em combate" de um de seus soldados no sul do Líbano, o quarto desde a entrada em vigor do cessar-fogo.
O Ministério da Saúde do Líbano revisou seu balanço nesta sexta-feira, informando que mais de 2.600 pessoas morreram desde a retomada das hostilidades entre o Hezbollah e Israel, em 2 de março, no contexto da guerra no Oriente Médio.
Segundo essa fonte, 103 socorristas estão entre as vítimas fatais. Dado que o secretário-geral adjunto da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), Xavier Castellanos, lamentou. "Que uma pessoa que tenta salvar vidas, aliviar o sofrimento humano, possa ser alvo (…) é algo que considero absolutamente inaceitável", declarou.
Com AFP
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