Ataques de Israel no Líbano deixam cerca de 900 mil deslocados
IDF iniciaram operação terrestre no sul do país árabe
A ofensiva militar de Israel no Líbano já gerou cerca de 900 mil deslocados internos, cifra equivalente a quase 20% da população nacional.
O número foi divulgado nesta segunda-feira (16) pela Cruz Vermelha, que diz que muitas pessoas seguem "nas ruas", duas semanas após o início dos confrontos entre o Exército israelense e o Hezbollah, grupo xiita apoiado e financiado pelo Irã.
A crise humanitária ainda pode se agravar nos próximos dias, com o anúncio de que as Forças de Defesa de Israel (IDF) iniciaram "operações terrestres limitadas e miradas" contra o Hezbollah no sul do Líbano.
"Essa atividade faz parte dos esforços mais amplos para estabelecer e reforçar uma posição defensiva avançada, que compreende o desmantelamento das infraestruturas terroristas e a eliminação dos terroristas que operam na área", afirmaram as IDF.
Na Europa, o governo da Espanha, crítico da postura israelense no Oriente Médio, definiu a situação no Líbano como "vergonhosa".
"Temos centenas de milhares de deslocados, uma violação sistemática da soberania e do direito humanitário, o risco de uma invasão por terra, ataques a uma força de paz da ONU [Unifil]", declarou o ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares.