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Ataques de Israel matam palestinos em Gaza e fecham fronteira entre Líbano e Síria

Quatro palestinos foram mortos neste domingo (5) por um ataque aéreo israelense no leste da Cidade de Gaza, anunciaram os serviços de resgate locais e o Hospital Al-Shifa. Em paralelo, Israel bombardeou Beirute e os subúrbios do sul da cidade, um reduto do Hezbollah, e ameaçou a principal passagem de fronteira com a Síria, levando ao fechamento do posto.

5 abr 2026 - 10h39
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Na Faixa de Gaza, o ataque ocorreu durante a madrugada, segundo a Defesa Civil, que opera sob a autoridade do movimento islâmico palestino Hamas. "Quatro mártires e vários feridos foram transferidos após um ataque aéreo israelense" no leste da Cidade de Gaza, afirmou o órgão, em um comunicado.

O exército israelense declarou à imprensa que havia identificado uma "célula terrorista" que representava uma "ameaça imediata" e realizou "um ataque direcionado (...) para eliminá-la".

Israel e Hamas se acusam mutuamente de violar o frágil cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025. Quase 715 palestinos foram mortos desde essa data, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. Os dados são considerados confiáveis pela ONU.

O exército israelense, por sua vez, relatou a morte de cinco soldados desde a mesma data.

Ataques ao Líbano matam família

Em outra frente, Tel Aviv continuou os ataques aéreos no sul do Líbano, onde uma família de seis pessoas foi morta. Um disparo atingiu um local a cerca de 100 metros do Hospital Rafic Hariri, o maior centro médico público do Líbano, localizado no distrito de Jnah, no sul de Beirute, informou uma fonte médica à AFP por volta do meio-dia de domingo.

Outro ataque visou um prédio na mesma área após um aviso das forças israelenses. Um fotógrafo da AFP viu um míssil atingir um edifício enquanto caças sobrevoavam Beirute em baixa altitude. Os ataques também atingiram os subúrbios do sul da capital libanesa, em grande parte evacuados, segundo a AFP TV e a imprensa estatal.

O exército israelense anunciou que lançou ataques em Beirute "contra a infraestrutura do Hezbollah". O grupo islâmico, aliado do Irã, reivindicou a responsabilidade pelo lançamento de um míssil de cruzeiro contra um navio de guerra israelense que navegava na costa do Líbano. O exército israelense, no entanto, afirmou que "não tinha conhecimento" desse ataque.

Fechamento de passagem de fronteira entre Líbano e Síria

A série de disparos ocorre no momento em que a principal passagem de fronteira entre o Líbano e a Síria foi fechada após ameaças israelenses na noite de sábado (4). "Devido ao uso da passagem de fronteira de Masnaa pelo Hezbollah para fins militares e para contrabando de equipamentos de combate, Israel pretende realizar ataques a essa passagem de fronteira em breve", anunciou um porta-voz do exército israelense.

A passagem de fronteira foi evacuada no lado libanês e as instalações fronteiriças estavam praticamente desertas ao amanhecer de domingo, com apenas alguns guardas ainda de serviço, segundo um correspondente da AFP. Na Síria, Mazen Aloush, diretor de relações públicas da Autoridade Geral de Fronteiras e Alfândegas, afirmou que o tráfego no posto foi temporariamente suspenso devido às ameaças.

Ele assegurou que a passagem de fronteira era "exclusivamente para uso civil e não é utilizada para qualquer fim militar". As novas autoridades sírias são hostis ao Hezbollah, e sua ascensão ao poder interrompeu rotas de abastecimento através da Síria.

"Essa ameaça não tem fundamento real e faz parte da estratégia de Israel para aumentar a pressão sobre o governo libanês para desarmar o Hezbollah", disse o especialista militar Hassan Jouni à AFP.

Rota comercial

A passagem de fronteira de Masnaa é uma rota comercial vital para ambos os países e a principal porta de entrada terrestre do Líbano para o resto da região. Israel já havia bombardeado o local em 2024, durante a guerra anterior contra o Hezbollah, interrompendo o tráfego transfronteiriço por semanas.

O Líbano foi arrastado para a guerra após o início das hostilidades entre Israel e Hezbollah na fronteira sul, em apoio ao Hamas. Um cessar-fogo foi anunciado em 10 de outubro de 2025, mas o conflito foi retomado quando o grupo xiita libanês lançou foguetes contra Israel em retaliação ao ataque conjunto de Estados Unidos e Israel que matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

Os ataques resultaram na morte de mais de 1.400 pessoas, incluindo dezenas de crianças, e no deslocamento de mais de um milhão de pessoas.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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