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Ataques a hospitais e médicos aumentam, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio, diz OMS

29 abr 2026 - 14h41
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A Organização ‌Mundial da Saúde (OMS) disse nesta quarta-feira que ataques a instalações e equipes de saúde estão crescendo em todo o mundo, com um aumento notável registrado desde o início do recente conflito no Oriente Médio.

Antes de os Estados Unidos e Israel lançarem ⁠sua guerra contra o Irã, no final de fevereiro, ataques ‌globais a tais instalações e funcionários ocorriam em uma média de 3,7 por dia. Mas agora esse número aumentou para ‌4,3, segundo a OMS.

"Isso está mostrando ‌claramente que a saúde é o alvo", disse a ⁠jornalistas Altaf Musani, diretor de intervenções de saúde de emergência da OMS, em Genebra.

As investidas incluem ataques aéreos e bombardeios contra hospitais e clínicas, além de prisões e intimidação de profissionais de saúde.

"Quando o sistema de saúde é mais necessário ele ‌é atacado... Esses ataques estão tendo um impacto profundo na funcionalidade", ‌disse Musani.

Desde o ⁠início do recente ⁠conflito no Oriente Médio, 50 hospitais e centros de saúde privados foram ⁠fechados e 16 hospitais foram ‌danificados em toda a ‌região, de acordo com a OMS.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que denunciou repetidamente os ataques e pediu responsabilização, destacou o caso do Líbano, onde foram identificados ⁠149 ataques ao setor de saúde.

Mais de 2.500 pessoas foram mortas em ataques aéreos israelenses em todo o Líbano desde 2 de março, quando o Hezbollah, grupo militante apoiado pelo Irã, disparou contra posições israelenses ‌e desencadeou uma campanha aérea e terrestre de retaliação israelense. O escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas afirmou no ⁠mês passado que os ataques israelenses contra civis, incluindo profissionais de saúde no Líbano, podem ser considerados crimes de guerra.

Israel negou repetidamente que tenha como alvo profissionais de saúde e diz que mira instalações do Hezbollah.

Também foram registrados 26 ataques a unidades de saúde no Irã desde o final de fevereiro, acrescentou Ghebreyesus.

Os ataques a instalações de saúde também afetaram profundamente a prestação de serviços de saúde em Gaza, que atualmente tem apenas um hospital em pleno funcionamento, e no Sudão, onde apenas 54% dos hospitais estão em pleno funcionamento, disse a OMS.

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