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Trump sugere possível redução de tropas dos EUA na Itália; governo Meloni reage

Declaração ocorre na esteira de tensões entre o republicano e aliados europeus

30 abr 2026 - 18h29
(atualizado às 18h41)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (30) que considera reduzir o número de tropas americanas na Itália e na Espanha, no contexto de uma reavaliação mais ampla da presença militar dos EUA na Europa.

A declaração ocorre em meio a divergências entre o republicano e seus aliados sobre a guerra deflagrada contra o Irã.

Questionado sobre a possibilidade de redução, Trump respondeu de forma direta: "Provavelmente". Em seguida, criticou os dois países europeus. "A Itália não tem ajudado em nada. A Espanha tem sido horrível".

O republicano, que tem tido atritos com líderes de países aliados na Europa por não apoiarem o conflito no Oriente Médio, vinculou suas críticas à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"É a Otan. Não se trata nem de quão ruins eles são. Seria uma coisa se eles tivessem dito as coisas educadamente", afirmou Trump, criticando também o nível de assistência europeia à Ucrânia e alegando que a situação no país resultou em "caos total".

Trump ainda mencionou o uso estratégico do Estreito de Ormuz, destacando que, segundo ele, a via tem sido mais utilizada por aliados europeus do que pelos próprios Estados Unidos.

Atualmente, cerca de 13 mil militares americanos estão posicionados em bases na Itália e aproximadamente 4 mil na Espanha. A possível retirada parcial dessas forças se soma a declarações anteriores de Trump sobre reduzir a presença militar na Alemanha, onde há cerca de 39 mil soldados dos EUA.

Em resposta, o ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, afirmou que não compreende as razões por trás de uma possível redução das tropas dos Estados Unidos no país.

Em declaração à ANSA, Crosetto destacou que a Itália não faz uso estratégico do Estreito de Ormuz, mas, ainda assim, colocou-se à disposição para colaborar em missões internacionais voltadas à proteção da navegação na região.

"Não entendo os motivos. Como é claro para todos, não usamos Ormuz. E também nos colocamos à disposição para uma missão de proteção da navegação. Isso também foi muito apreciado pelos militares americanos", concluiu o ministro. 

Ansa - Brasil
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