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Ásia

Primeiro-ministro japonês consegue vitória em eleições para Senado

21 jul 2013 - 11h58
(atualizado às 12h15)
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O partido do primeiro-ministro do Japão, o conservador Shinzo Abe, conseguiu neste domingo uma clara vitória nas eleições para o Senado realizadas no país, o que reforça seu poder e o ajuda a consolidar suas agressivas medidas de estímulo econômico.

Em uma jornada sem surpresas, como as pesquisas já apontavam, o governante Partido Liberal-Democrata (PLD) conseguiu com a ajuda de seu parceiro, a formação budista Novo Komeito, conquistar a grande maioria da câmara alta, até agora em mãos da oposição.

Os dados divulgados pela televisão pública "NHK" indicam que o conservador PLD e o Novo Komeito conseguiriam juntos 73 cadeiras, que somados as 59 que já contavam após as eleições de 2010, permite à coalizão controlar agora as duas câmaras do Parlamento.

O Senado japonês celebra eleições parciais a cada três anos, nas quais são escolhidos 121 membros por um período de seis anos.

Até agora nenhuma formação dominava esta câmara com maioria, embora o Partido Democrático (PD) e vários grupos opositores tivessem cadeiras suficientes para bloquear iniciativas do governo.

Estas eleições eram um teste decisivo para Abe, que chegou ao poder há sete meses, após vencer com facilidade a votação de dezembro do ano passado.

Segundo as estimativas da televisão pública, o partido governante conseguiria 63 cadeiras, que se somam as 50 que já contava. O resultado oficial será divulgado durante a madrugada local.

Seu parceiro de governo, o conservador Novo Komeito, que já tinha nove assentos, obteria dez, enquanto o PD, no poder de 2009 a 2012, conseguiria quatorze cadeiras, o que representa uma contundente queda em relação às 44 cadeiras que disputava.

"A voz do povo japonês nos disse que sigamos com a política de estabilidade. Agora esperamos subir os salários e aumentar o consumo para que a economia do Japão se recupere o mais rápido possível", disse o primeiro-ministro para a imprensa após o resultado parcial ser divulgado.

Com o claro controle das duas câmaras, o primeiro-ministro poderá levar a cabo com mais facilidade seu ambicioso programa de governo, que contempla um pacote de agressivas medidas conhecidas como "Abenomics" e que pretendem revitalizar a combalida economia japonesa.

Segundo os dados da agência "Kyodo", a participação na votação foi de 51,5%, quase sete pontos a menos que em 2010.

Uma das surpresas das eleições foi o popular ator de televisão Taro Yamamoto, que com um contundente discurso antinuclear conseguiu uma cadeira como candidato independente.

Já o Partido pela Restauração do Japão, do octogenário ex-governador de Tóquio Shintaro Ishihara, obteria sete cadeiras, enquanto o Partido Comunista e o nacionalista Vosso Partido conseguiriam cinco e seis assentos, respectivamente.

EFE   
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