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Ásia

Polícia detém 9 pessoas por planos terroristas em Hong Kong

Neste domingo, milhares se reuniram para exigir reforma eleitoral e voto direto em Hong Kong

15 jun 2015 - 05h53
(atualizado às 08h03)
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Protestos em Hong Kong reuniram milhares neste domingo
Protestos em Hong Kong reuniram milhares neste domingo
Foto: Vincent Yu / AP

A polícia de Hong Kong prendeu nesta segunda-feira nove pessoas que supostamente planejavam detonar uma bomba no parlamento da ilha, momentos antes da votação da polêmica reforma eleitoral apresentada por Pequim e contra a qual centenas de cidadãos iniciaram manifestações.

Os corpos de segurança realizaram as prisões após a descoberta na manhã de hoje de um potente explosivo conhecido como TATP (triperóxido de triacetona) em antigos estúdios de notícias e entretenimento, já abandonados,

no distrito de Sai Kung, onde agentes especializados detonaram de forma controlada o artefato, informou o jornal "South China Morning Post (SCMP)".

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Segundo essa publicação, que citou fontes policiais anônimas, os detidos são cinco homens e quatro mulheres, com entre 21 e 34 anos de idade, todos eles de Hong Kong.

Entre eles há um estudante, um assistente de professor, um operário, um técnico e três pessoas desempregadas, conforme a fonte policial.

Os nove suspeitos são membros de um "grupo radical local", que elaboraram através da internet um plano para detonar uma bomba, de acordo à fonte citada pela publicação de Hong Kong.

Durante a batida, a polícia apreendeu nas residências dos suspeitos substâncias químicas que podem ser utilizadas para fazer explosivos e pistolas de ar comprimido.

Mais detenções são esperadas no decorrer desta semana, enquanto os detidos estão sendo interrogados, sem que tenham sido acusados formalmente.

O tipo de bomba que tinham preparado é um explosivo potente que já foi utilizado em atentados em várias partes do mundo, como em Londres, em julho de 2005, quando 52 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas.

As detenções acontecem em uma semana crucial para a história de Hong Kong, quando o parlamento votará a reforma eleitoral proposta por Pequim e com a qual o regime chinês quer limitar as possibilidades das primeiras eleições que acontecerão na região.

Manifestantes exigem voto direto em Hong Kong ao governo comunista chinês
Manifestantes exigem voto direto em Hong Kong ao governo comunista chinês
Foto: Vincent Yu / AP

Quando Pequim apresentou no ano passado a reforma eleitoral para o território, milhares de cidadãos responderam com a chamada "Revolução dos Guarda-chuvas", uma onda de manifestações em que estudantes e trabalhadores se juntaram para pedir "democracia de verdade".

A histórica mobilização acabou em dezembro do ano passado, após a divisão interna dos manifestantes e por causa de ordens da Justiça para desobstruir as principais vias da cidade.

Milhares foram às ruas neste domingo

Milhares de pessoas protestaram neste domingo nas ruas de Hong Kong para pedir a "autêntica democracia" e mostraram sua oposição à reforma eleitoral que será submetida a votação esta semana no parlamento, na primeira grande manifestação após a "revolução dos guarda-chuvas" do ano passado.

Com o lema "Cidadãos contra a campanha do pseudo voto universal", impresso em cartazes gigantes e panfletos, centenas de pessoas iniciaram a passeata no parque Victoria de Hong Kong às 15h (4h em Brasília) em direção aos escritórios do governo e do parlamento no distrito de Admiralty.

Sindicatos, famílias, grupos religiosos, militantes políticos e ativistas foram se incorporando ao longo do percurso com palavras de ordem como "Não queremos eleições falsas. Queremos voto universal, queremos indicação popular".

A manifestação de ontem é a primeira de uma série de protestos previstos para esta semana para pedir aos parlamentares que votem contra a proposta eleitoral apresentada pelo governo chinês para as próximas eleições em Hong Kong.

Ativistas democráticos devem acampar nas imediações do edifício do Conselho Legislativo a partir de hoje até que a votação aconteça, entre quinta e sexta-feira.

"Se aceitarmos a reforma eleitoral sabemos que não haverá mais oportunidades para conseguir o autêntico sufrágio universal que estamos reivindicando", disse à Agência Efe Peter Wang, um ativista cristão que faz parte da Comissão da Diocese Católica de Justiça e Paz de Hong Kong.

Manifestantes pró-democracia voltam a protestar em Hong Kong:

A proposta eleitoral que será debatida exige que os candidatos para as eleições de 2017 sejam escolhidos por um comitê de indicações composto por 1.200 membros ligados a Pequim antes que, pela primeira vez na História de Hong Kong, passem a ser escolhidos pela população.

Isso significa que os candidatos às eleições terão sido previamente selecionados pelo regime chinês, o que os hongkoneses não consideram que seria uma eleição livre.

Esta é a primeira grande mobilização depois da chamada "revolução dos guarda-chuvas" que, durante 79 dias do ano passado, pôs contra as cordas o regime chinês.

Centenas de milhares de pessoas tomaram grandes avenidas da cidade para pedir mais liberdades para a região entre setembro e dezembro, quando as divisões internas e as ordens judiciais para despejar pontos-chave da cidade puseram fim às históricas manifestações.

Os protestos não conseguiram nenhuma concessão sobre o método de votação, mas dividiram a opinião pública da cidade e provocaram uma clara cisão no parlamento de Hong Kong.

EFE   
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