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Nasa revela fotos do 4º maior lago do mundo quase seco

A seca – quase completa do lago – se deve a um projeto de irrigação construído na década de 1960 pela União Soviética

30 set 2014 11h58
| atualizado às 11h59
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Imagens começaram no início dos anos 2000: em um pouco mais de uma década mostram que a água está quase acabando
Imagens começaram no início dos anos 2000: em um pouco mais de uma década mostram que a água está quase acabando
Foto: Twitter

O chamado Mar de Aral, ou Mar das Ilhas em português, está praticamente seco depois de já ter sido considerado o quarto maior lago de águas salgadas de todo o mundo. A Nasa revelou fotos surpreendentes que mostram como ocorreu a evolução do processo de desertificação do lugar ao longo de mais de 40 anos. As informações são do The Independent.

O Mar de Aral fica no deserto de Caracalpaquistão, entre as províncias cazaques de Aqtöbe e Qyzylorda (ao norte), na Ásia Central. A seca – quase completa do lago – se deve a um projeto de irrigação construído na década de 1960 pela União Soviética, que transformou o deserto em fazendas de plantação de algodão. Anteriormente, o lago era abastecido pelos rios Syr Darya e Amu Darya que vinham das montanhas e desaguavam no local.

Até 2007, o Mar de Aral tinha apenas 10% de toda a água
Até 2007, o Mar de Aral tinha apenas 10% de toda a água
Foto: Twitter

As imagens feitas pelo satélite da Nasa começaram a ser feitas no começo dos anos 2000, quando parte da água já havia desaparecido. Entre os anos de 2009 e 2014 houve variações entre anos secos e mais chuvosos, mas as últimas imagens demonstram que menos de 10% de todo o Mar de Aral sobreviveu  e que, no futuro muito próximo, a água restante irá desaparecer.

As alterações também trouxeram consequências terríveis para as pessoas ao redor do lago, já que muitas comunidades dependiam do lago para sobreviver e, com a seca, entraram em colapso. Além da pouca água restante, especialistas destacam que o lago ficou completamente poluído com fertilizantes e pesticidas, causando um perigo para a saúde pública.

Fonte: Terra
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