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Japão lembra 30 anos da maior catástrofe aérea da história

12 ago 2015 05h26
| atualizado às 08h28
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Familiares das centenas de pessoas mortas há 30 anos na queda de um Boeing 747 na província de Gunma, no centro do Japão, lembraram nesta quarta-feira as vítimas da maior catástrofe aérea da história com apenas um avião envolvido.

Os participantes acenderam 520 velas na hora exata do acidente e farão um minuto de silêncio.
Os participantes acenderam 520 velas na hora exata do acidente e farão um minuto de silêncio.
Foto: Getty Images

Os parentes das 520 vítimas subiram a ladeira do monte Osutaka, 100 quilômetros ao noroeste de Tóquio, onde o avião da Japan Airlines (JAL) caiu às 18h56 de 12 de agosto de 1985 enquanto fazia a rota entre a capital japonesa e Osaka.

Apenas quatro passageiros, entre eles uma menina que então tinha 12 anos, sobreviveram ao acidente, causado por uma reparação indevida do biombo de pressão da parte traseira do avião, que não foi detectada pela companhia proprietária nas revisões do aparelho.

Entre as pessoas que participaram hoje na cerimônia estava o presidente da JAL, Toshiyuki Shimmachi, que também esteve em um ato no Jardim Memorial na aldeia de Ueno, ao pé da montanha onde aconteceu o acidente. Os participantes acenderam 520 velas na hora exata do acidente e farão um minuto de silêncio.

O voo 123 da JAL caiu nessa região montanhosa 40 minutos após decolar do aeroporto de Haneda, depois que a ruptura de seu biombo de pressão traseira danificou seu estabilizador vertical e suas linhas hidráulicas, fazendo com que o avião ficasse incontrolável.

Uma investigação realizada por uma comissão do governo japonês concluiu que a responsabilidade do acidente recaía sobre a JAL por não ter detectado a falha nas revisões de manutenção e, embora o caso não tenha chegado aos tribunais, a companhia aérea pagou indenizações milionárias aos familiares das vítimas.

Em qualquer caso, este e outros incidentes posteriores de menor gravidade puseram pressão sobre a Japan Airlines, que foi acusada de negligência profissional e na manutenção de suas aeronaves.

A tragédia de 12 de agosto de 1985 continua sendo a que causou mais vítimas mortais na história da aviação comercial com uma só aeronave envolvida.

EFE   
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