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Avião sumido: Interpol e CIA divergem sobre ação terrorista

Ao contrário do que acredita o secretário-geral da Interpol, que desacredita "cada vez mais" a possibilidade de ter sido um incidente terrorista, a CIA ainda não descarta teoria

11 mar 2014
16h33
atualizado às 16h57
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O secretário-geral da Interpol, Ronald K. Noble, minimizou nesta terça-feira a pista terrorista, mas CIA não descartou esta possibilidade na investigação sobre o desaparecimento no sábado do avião da Malaysia Airlines com 239 pessoas a bordo.

O secretário-geral da Interpol, Ronald K. Noble, disse que as informações sobre o incidente não levam às conclusões sobre possível terrorismo
O secretário-geral da Interpol, Ronald K. Noble, disse que as informações sobre o incidente não levam às conclusões sobre possível terrorismo
Foto: AP

"Quanto mais informações temos, mais nos inclinamos a concluir que não se trata de um incidente terrorista", declarou Noble.

O diretor da CIA, por sua vez, afirmou que não se pode descartar ainda a pista de terrorismo na investigação sobre o desaparecimento da aeronave.

"Nenhuma reivindicação foi confirmada ou corroborada" desde o desaparecimento do avião, indicou John Brennan.

Ele acrescentou, no entanto, que não se podia descartar um vínculo com uma organização terrorista, como assegurou a Interpol anteriormente.

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Em referência à presença a bordo do avião de duas pessoas que viajavam com passaportes europeus falsos, Noble explicou que se trata de um caso de tráfico de seres humanos.

"Estamos cada vez mais seguros de que estes indivíduos não são terroristas", enfatizou.

Os dois passageiros, que viajavam com passaportes roubados de um italiano e um austríaco, são dois iranianos que voaram de Doha a Kuala Lumpur com seus passaportes iranianos, assinalou.

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A Interpol forneceu dois nomes que figuravam nos passaportes iranianos, sem ter certeza que correspondam a estes dois passageiros: Puri Nur Mohamad, de 19 anos, e Delavar Seyed Mohamad Reza, de 30.

A polícia sueca indicou nesta terça-feira à AFP que um dos passageiros com passaporte falso se dirigia à Suécia para pedir asilo. O jornal Aftonbladet o identifica como Delavar Seyedmohammaderza, um iraniano de 29 anos.

De acordo com o jornal sueco, ele viajava com um passaporte falso italiano sob o nome de Luigi Maraldi.

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Segundo um porta-voz da polícia em Gotemburgo, o iraniano partiu de Kuala Lumpur com a ideia de seguir para Malmö, via Pequim, Amsterdã e Copenhague.

Um parente distante que o esperava no loca, informou à polícia sueca que o jovem estava a bordo da aeronave, que desapareceu no sábado.

O outro passageiro com falsa identidade seria Puria Nur Mohammad Mehrdad, iraniano de 19 anos, que tinha como objetivo chegar à Alemanha, segundo o jornal sueco.

A polícia malaia havia identificado um dos dois suspeitos de viajar com passaporte falso como um iraniano de 19 anos, que tentava imigrar para a Alemanha.

"Realmente não achamos que seja membro de um grupo terrorista", afirmou o chefe da polícia malaia, Khalid Abu Bakar.

Ao mesmo tempo, a polícia tailandesa indicou que o outro iranaino, chamado de "senhor Ali", organizou a compra das passagens dos dois homens com a intermediação de uma agência de viagens da cidade costeira de Pattaya, sul de Bangcoc.

O "senhor Ali" faria parte de uma "rede de traficantes de seres humanos", que enviavam cidadãos do Oriente Médio para "trabalhar em outros países, em especial na Europa", afirmou à AFP o chefe da polícia da Tailândia, Panya Maman.

Pequim também considera que o destino final dos dois passageiros suspeitos era a Europa.

Depois destas identificações, o Irã anuciou que vai colaborar com a Malásia e mostrou "grande preocupação" sobre o uso de passaportes falsos e sobre a imigração ilegal de seus cidadãos.

Pequim, destino final deste avião em que viajavam 153 chineses, acionou 10 satélites de alta resolução para ajudar na navegação, observação meteorológica e comunicações nos trabalhos de busca em que participam nove países.

O Boeing 777 desapareceu dos radares na madrugada de sábado em algum lugar entre a Malásia e o Vietnã, uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur.

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Os trabalhos de buscas foram ampliados na véspera no Mar da China Meridional entre 90 km e 180 km ao redor de onde a torre de controle perdeu o contato com a aeronave.

Desde sábado, as equipes de busca indicaram a descoberta de possíveis restos do avião, apesar das verificações posteriores invalidarem essas descobertas.

O Vietnã anunciou nesta terça-feira que estendeu as operações para o leste e o nordeste e pediu ajuda aos pescadores da região.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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