Arábia Saudita propõe cessar-fogo a rebeldes no Iêmen
Guerra no país árabe já se arrasta há seis anos
A Arábia Saudita propôs nesta segunda-feira (22) um cessar-fogo no Iêmen aos rebeldes houthis, que contam com apoio do Irã.
A trégua, de acordo com Riad, seria supervisionada pelas Nações Unidas (ONU) e teria como objetivo levar à abertura de negociações entre os dois lados em conflito no país árabe.
"Faremos tudo o que for possível para pressionar para que os houthis deponham as armas, porque acreditamos que o fim dos combates e uma solução política são o único caminho", disse o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan.
O acordo incluiria a reabertura do aeroporto de Sanaa, capital do Iêmen e dominada pelos rebeldes, que, no entanto, rejeitaram a proposta. "Não se trata de nada de novo", afirmou um porta-voz dos houthis, Mohammed Abdulsalam, acrescentando que Riad tem de "colocar fim à agressão e ao bloqueio" naval e aéreo contra as áreas sob controle dos rebeldes.
A guerra no país já dura seis anos e opõe as forças leais ao presidente no exílio Abd Rabbo Mansur Hadi, apoiado pela Arábia Saudita, aos houthis, que contam com suporte do Irã e do grupo xiita libanês Hezbollah.
Em abril passado, a coalizão liderada por Riad havia proposto um cessar-fogo para evitar a disseminação da Covid-19, mas os rebeldes também rejeitaram a proposta e a definiram como uma manobra política.