Líderes mundiais condenam tentativa de ataque a jantar com Trump; saiba quem é o suspeito
Do rei Charles III ao premiê indiano, líderes mundiais condenaram neste domingo (26) a tentativa de ataque a um tradicional evento de imprensa em Washington, que contava com a presença do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. O suspeito de entrar fortemente armado no hotel Hilton de Washington é um desenvolvedor e professor da Califórnia.
Trump e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados às pressas do jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca, na noite deste sábado (25), após um atirador tentar invadir o local. Um agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos foi atingido em uma área protegida e não ficou ferido.
Na Europa, uma das primeiras a se pronunciar foi a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, que disse que "a violência política não tem lugar em uma democracia". "Um evento que visa homenagear a liberdade de imprensa jamais deveria se transformar em uma cena de terror", acrescentou Kallas.
"A violência não tem lugar na política", salientou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que conversou com Trump e Melania por telefone neste domingo.
O agressor foi preso antes que pudesse entrar no salão onde acontecia o evento. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse estar "chocado" com o tiroteio e expressou seu "imenso alívio" pelo fato de o presidente Donald Trump e os demais presentes estarem em segurança. O episódio ocorreu menos de 48 horas antes da chegada do rei Charles III a Washington para uma visita de Estado.
O monarca também disse estar "aliviado" por todos os presentes "estarem seguros e bem". "Discussões ocorrerão ao longo do domingo para avaliar com nossos homólogos americanos e nossas respectivas equipes em que medida os eventos da noite de sábado podem ou não afetar o planejamento operacional da visita de Estado", frisou o Palácio de Buckingham.
'Total apoio' a Trump
O presidente francês, Emmanuel Macron, denunciou o ataque como "inaceitável" e expressou "seu total apoio" a Donald Trump, assim como a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que demonstrou sua "total solidariedade e sincera compaixão" ao presidente dos Estados Unidos. "Não permitiremos que o fanatismo envenene os espaços para o livre debate e informação", afirmou.
"Tomamos nossas decisões por voto majoritário, não pela força das armas", disse o chanceler alemão, Friedrich Merz, na rede social X.
Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu comentou que ele e sua esposa, Sara, ficaram "chocados com a tentativa de assassinato" contra o presidente Trump. Nenhum disparo foi realizado na direção do líder republicano.
Narendra Modi, primeiro-ministro indiano, enviou "os melhores votos de segurança e bem-estar" para Trump e Melania. "A violência não tem lugar em uma democracia e deve ser condenada inequivocamente", escreveu Modi em sua conta no Facebook.
Como outros líderes, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, disse estar aliviada por "o presidente Trump e sua esposa estarem sãos e salvos". "Em democracias, as lutas são travadas com ideias; não há lugar para qualquer forma de violência", declarou ainda o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
Suspeito seria professor da Califórnia
Poucas horas depois dos disparos efetuados do lado de fora do salão de baile onde acontecia o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Donald Trump compartilhou uma foto do suspeito algemado, deitado de bruços no tapete. O homem de cabelos castanhos e bigode foi identificado por diversos veículos de imprensa americanos, citando fontes policiais, como Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente de Torrance, nos subúrbios a sudoeste de Los Angeles, Califórnia.
As autoridades americanas ainda não confirmaram publicamente a identidade do suspeito. Um perfil no LinkedIn com o nome "Cole Allen" exibe a foto de um homem que parecia corresponder à imagem compartilhada por Trump. Nesse perfil, Allen se descreve como "engenheiro mecânico e cientista da computação por formação, desenvolvedor de jogos independente por experiência, professor por vocação".
Ele publicou sobre um jogo independente que desenvolveu chamado "Bohrdom", descrito como um jogo de luta "baseado em habilidade e não violento". A C2 Education, uma academia preparatória para o vestibular com sede em Torrance, nomeou Allen "Professor do Mês" em uma publicação no Instagram datada de dezembro de 2024.
'Lobo solitário'
Donald Trump disse a repórteres que a polícia estava revistando a casa do suspeito, que deve comparecer a um tribunal nesta segunda-feira (27). Ele será acusado de porte ilegal de arma de fogo e agressão, disseram as autoridades.
Ainda conforme a polícia, o homem estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas. "Minha impressão é que se tratou de um lobo solitário", disse Trump, acrescentando que o motivo do suspeito ainda não estava claro, mas que acreditava que o atirador era "louco".
De acordo com a NBC News, Allen estudou na Pacific Lutheran High School, nos arredores de Los Angeles, e jogava vôlei. Um ex-colega de equipe o descreveu como "quase um gênio" e "super estável". "Outras pessoas estudam muito. Ele não precisava estudar. Era algo natural para ele. Ele era muito, muito inteligente", disse o ex-colega à NBC.
Allen também foi descrito como uma "pessoa gentil". Ele está registrado para votar sem filiação partidária, informou o Los Angeles Times.
Com AFP
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