Copa 2026: Carlo Ancelotti divulga lista da seleção brasileira com Neymar
O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, divulgou nesta segunda-feira (18) a lista de 26 jogadores que vão disputar a Copa do Mundo de 2026 numa cerimônia que aconteceu no Museu do Amanhã, num dos mais belos pontos turísticos do Rio de Janeiro.
Marcio Arruda, da RFI em Paris
Nesta sexta e mais importante lista de Ancelotti, o técnico italiano convocou pela primeira vez Neymar Jr. O atacante do Santos vai jogar sua quarta Copa do Mundo.
"Fizemos a avaliação do Neymar neste último período e ele melhorou sua condição física, Ele é um jogador importante e tem o mesmo papel e obrigação dos outros 25. Ele tem a mesma responsabilidade dos outros", revelou o técnico da seleção.
"Quero ser honesto. Ele [Neymar] só vai jogar se merecer jogar. Temos treinos que vão decidir quem vai jogar. Tenho uma ideia de equipe titular neste momento, mas temos de ver como eles treinarão e se terão boa condição física", completou Ancelotti.
Outro jogador chamado pela primeira vez por Ancelotti e que vai à Copa é o goleiro Weverton. Este será o segundo Mundial do jogador do Grêmio.
"Privilegiamos a experiência para convocarmos os goleiros. Por isso chamamos o Weverton. Eu sinto muito por não ter convocado o Bento e o Hugo Souza", afirmou Carlo Ancelotti.
Ausências na lista da seleção
As duas maiores ausências foram de Estêvão (Chelsea), artilheiro da Era Ancelotti com cinco gols, e Rodrygo (Real Madrid), vice-artilheiro do mesmo periodo com dois gols. Os dois sofreram contusões neste ano e ficarão um grande tempo longe dos gramados.
Outras algumas ausências já eram esperadas, como Éder Militão (Real Madrid) e Vanderson (Mônaco), que estão lesionados.
Caio Henrique (Mônaco) também ficou de fora da mais importante convocação de Carlo Ancelotti até agora.
A lista de convocados anunciada nesta segunda-feira tem o maior número de jogadores que atuam no Brasil desde 2002. São sete jogadores que disputam o Brasileirão e outros 19 que atuam no futebol internacional.
Os 26 de Ancelotti
Goleiros:
Alisson (Liverpool) - 33 anos
Ederson (Fenerbahçe) - 32 anos
Weverton (Grêmio) - 38 anos
Defensores:
Alex Sandro (Flamengo) - 35 anos
Bremer (Juventus) - 29 anos
Danilo (Flamengo) - 34 anos
Douglas Santos (Zenit) - 32 anos
Gabriel Magalhães (Arsenal) - 28 anos
Ibañez (Al-Ahli) - 27 anos
Leo Pereira (Flamengo) - 30 anos
Marquinhos (PSG) - 32 anos
Wesley (Roma) - 22 anos
Meio-campistas:
Bruno Guimarães (Newcastle) - 28 anos
Casemiro (Manchester United) - 34 anos
Danilo (Botafogo) - 25 anos
Fabinho (Al-Ittihad) - 32 anos
Lucas Paquetá (Flamengo) - 28 anos
Atacantes:
Gabriel Martinelli (Arsenal) - 24 anos
Igor Thiago (Brentford) - 24 anos
Luiz Henrique (Zenit) - 25 anos
Matheus Cunha (Manchester United) - 26 anos
Neymar (Santos) - 34 anos
Raphinha (Barcelona) - 29 anos
Rayan (Boumemouth) - 19 anos
Vini Jr (Real Madrid) - 25 anos
Champions antes da seleção
Os últimos jogadores que se apresentarão para o técnico Ancelotti são Marquinhos (PSG), Gabriel Magalhães (Arsenal) e Gabriel Martinelli (Arsenal). O trio vai jogar a final da Champions League no próximo dia 30 de maio.
No dia seguinte, 31 de maio, o Brasil vai enfrentar o Panamá no Maracanã. Será o último amistoso em solo brasileiro antes do embarque para a Copa do Mundo.
"Pode não ser o grupo perfeito, mas será um grupo focado, resiliente e concentrado. Tenho confiança nestes jogadores. A minha ideia é o coletivo, e não o individual", afirmou Ancelotti.
Desde que foi anunciado como técnico da seleção, em maio do ano passado, Ancelotti comandou o Brasil em dez jogos. Neste período foram cinco vitórias, dois empates e três derrotas.
A seleção brasileira chega nesta Copa como a sexta melhor do ranking da Fifa, atrás da líder França, da vice-líder Espanha, da Argentina, Inglaterra e Portugal.
A próxima Copa do Mundo será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá entre os dias 11 de junho e 19 de julho.
Retrospecto invejável
Apesar das últimas frustrações em Copas do Mundo, a seleção brasileira tem um retrospecto invejável. O país é o maior e único a ter cinco títulos de Copas.
Além disso, o Brasil tem sido um osso duro de roer. Desde a terceira Copa do Mundo, disputada em 1938 na França, um cenário curioso se repete. Ou o Brasil termina o Mundial como campeão, como aconteceu em 1958, 62, 70, 94 e 2002, ou acaba eliminado por uma seleção que encerra sua participação na Copa entre os três primeiros colocados. Ou seja, desde 1938 o Brasil fica com o título ou perde para um país que, se não termina campeão, chega muito perto.
Maior Copa da história
Este é o primeiro Mundial que será disputado por 48 seleções; serão 104 partidas nesta Copa. O regulamento prevê que os dois melhores de cada um dos 12 grupos avancem para a segunda fase, além dos oito melhores terceiros lugares. Depois desta fase, que é o primeiro mata-mata da Copa, as seleções que se classificarem disputarão as oitavas, quartas, semifinais e final, caso superem seus adversários.
O país que alcançar o título terá feito uma campanha de oito jogos, um a mais do que era jogado nas últimas sete edições.
O caminho do hexa
O Brasil está no Grupo C e vai estrear contra o Marrocos em 13 de junho, em Nova Jersey. Seis dias depois, a seleção vai encarar o Haiti, na Filadélfia. Em 24 de junho, os brasileiros fecham a fase de grupos contra a Escócia, em Miami.
Se avançar em primeiro no Grupo C, o Brasil vai encarar o segundo colocado do Grupo F, que tem Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.
Para animar os torcedores - supersticiosos - brasileiros, o Brasil estará no Grupo C de uma Copa 24 anos depois. A última vez que a seleção foi sorteada para este grupo foi em 2002, ano do pentacampeonato.
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