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América Latina

Cinzas vulcânicas seguem afetando tráfego aéreo argentino

14 jun 2011 - 08h42
(atualizado às 08h56)
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Os principais aeroportos da Argentina seguiram inoperantes na segunda-feira por conta da presença de uma nuvem de cinzas provocada pela erupção de um vulcão no Chile, que vem atrapalhando o transporte aéreo no Cone Sul há nove dias.

Cinzas do vulcão chileno Puyehue cobrem uma fazenda na localidade de San Martin de Los Andes, na Argentina. Os voos nos dois aeroportos de Buenos Aires continuavam suspensos por causa da nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue, o que obrigou ao titular da ONU, Ban Ki-moon, a viajar por terra de Córdoba (norte) à capital para cumprir com sua agenda, que inclui uma reunião com a presidente argentina Cristina Kirchner
Cinzas do vulcão chileno Puyehue cobrem uma fazenda na localidade de San Martin de Los Andes, na Argentina. Os voos nos dois aeroportos de Buenos Aires continuavam suspensos por causa da nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue, o que obrigou ao titular da ONU, Ban Ki-moon, a viajar por terra de Córdoba (norte) à capital para cumprir com sua agenda, que inclui uma reunião com a presidente argentina Cristina Kirchner
Foto: Reuters

Apesar dos preparativos para reiniciar as atividades a partir das 20h da segunda-feira, uma mudança nos ventos trouxe novamente as cinzas, que prejudicam as turbinas dos aviões.

As estatais Aerolíneas Argentinas e Austral disseram que cancelaram as saídas e chegadas "devido à mudança nas condições meteorológicas", e a filial local da chilena LAN informou que suas operações foram afetadas pelas notícias "que indicam a presença de cinzas vulcânicas."

Os aeroportos em Buenos Aires foram fechados na tarde de domingo devido à suspensão de cinzas no espaço aéreo da zona central da Argentina.

Segundo previsões meteorológicas, os ventos poderão fazer com que as cinzas voltem a cobrir essa região do país nos próximos dias.

O fechamento do aeroporto internacional de Ezeiza e do Aeroparque Jorge Newbery, da área metropolitana de Buenos Aires, repercutiram principalmente no Chile e no Brasil, onde as companhias aéreas LAN, TAM e Gol tiveram de anunciar a suspensão dos voos até a capital argentina.

O aeroporto de Montevidéu também foi afetado e milhares de passageiros em ambos os lados do Rio da Prata foram prejudicados, entre eles o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que deve aterrissar a 800 quilômetros de Buenos Aires e viajar em um ônibus para a capital argentina.

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