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Caso Snowden: Fidel elogia reação de Correa frente a ameaças dos EUA

30 jun 2013
12h19
atualizado às 12h42
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O líder cubano Fidel Castro elogiou neste domingo que o presidente do Equador, Rafael Correa, tenha rejeitado energicamente as ameaças dos Estados Unidos para que entregue o foragido americano Edward Snowden se ele pedir asilo político em Quito.

"Não posso concluir estas palavras sem expressar minhas simpatias por Rafael Correa, presidente do Equador, que rejeitou energicamente as ameaças do vice-presidente americano Estados Unidos, Joe Biden, caso conceda o asilo político solicitado ao Equador por Edward Snowden", assinalou Fidel, em carta divulgada pela imprensa local.

Segundo Fidel, o Equador indicou a Biden que "não aceita pressões nem ameaças de ninguém, e não comercializa com princípios nem os submete a interesses mercantilistas, por importantes que sejam".

Rafael Correa revelou no sábado ter conversado com Joe Biden, que pediu a ele que rejeite o pedido de asilo de Snowden.

"Falamos do tema Snowden e ele me transmitiu o pedido muito cortês dos Estados Unidos de, por favor, rejeitar o pedido de asilo", afirmou Correa em seu relatório de trabalho semanal, assinalando que a conversa por telefone ocorreu na manhã de sexta-feira.

"Eu disse a ele: 'vice-presidente, grato por sua ligação, apreciamos muito os Estados Unidos, não buscamos esta situação. Não nos tome como se fôssemos antiamericanos, que é o que tenta posicionar certa imprensa de má fé'", acrescentou o presidente de esquerda.

Correa indicou ter explicado a Biden que o Equador ainda não pode processar o pedido do ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos porque ele ainda não se encontra em solo equatoriano.

Correa assinalou ainda que seguirá o mesmo procedimento feito no caso do fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, a quem Quito concedeu asilo em agosto de 2012. Assange se encontra há um ano na embaixada equatoriana em Londres.

Mas Correa também destacou que Snowden revelou o maior caso de espionagem da história, por isso acha que os Estados Unidos devem uma explicação, e também criticou o fato de que o centro da polêmica não seja esta questão e sim sua decisão de estudar o pedido de asilo do fugitivo americano.

Snowden, que se encontra desde domingo passado na zona de trânsito do aeroporto internacional de Moscou, pediu asilo político ao governo equatoriano, que se diz disposto a concedê-lo assim que o ex-analista de informática se encontrar em território equatoriano.

O ex-funcionário de uma empresa que prestava serviços para a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos é acusado de espionagem em seu país por ter revelado programas secretos de vigilância das comunicações do governo de Barack Obama.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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