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América Latina

Calderón diz que Exército mexicano respeita direitos humanos

10 ago 2009 - 14h38
(atualizado às 15h17)
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O presidente do México, Felipe Calderón, afirmou nesta segunda-feira que seu Governo e o Exército mexicano mantêm um "compromisso absoluto e categórico" com os direitos humanos em sua luta contra o narcotráfico, em resposta às críticas de vários setores sobre supostas condutas em contrário.

"Temos como condição inquebrantável proteger os direitos humanos de todos, das vítimas e dos próprios criminosos", afirmou Calderón na entrevista coletiva da 5ª cúpula de líderes da América do Norte, realizada na cidade mexicana de Guadalajara.

O presidente mexicano afirmou que a luta antidrogas é "justamente para preservar os direitos humanos dos cidadãos", como o direito a "trabalhar sem ser incomodado e de manter a família segura".

Calderón chegou a pedir a seus detratores para que citassem "um único caso em que as autoridades competentes não tenham respondido para castigar quem tenha violado esses direitos".

Um dos temas centrais da cúpula é a opinião de Washington sobre as denúncias surgidas no México sobre a ação de militares nas ruas para enfrentar os cartéis do tráfico de drogas.

A Iniciativa Mérida, um plano antidrogas americano para o México e a América Central que envolve gastos de US$ 1,4 bilhão em três anos, tem um capítulo dedicado ao respeito aos direitos humanos.

Segundo a lei, o Departamento de Estado dos Estados Unidos deve enviar ao Congresso um relatório sobre o tema para liberar 15% desse fundo, parcela que está retida até a comprovação de que as autoridades mexicanas agem corretamente nesse âmbito.

Na quarta-feira passada, se soube que o senador democrata Patrick Leahy, peça-chave no desembolso de ajuda externa, considera como prematuro o envio desse estudo, aparentemente depois de uma primeira versão chegar a suas mãos.

Calderón afirmou hoje que seu país continuará cumprindo com o respeito aos direitos humanos "não pelo dinheiro da Iniciativa Mérida, ou pelo que um congressista", mas por convicção.

EFE   
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