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África

Novo presidente do Egito tomará posse no próximo domingo

O ex-líder Mohammed Mursi pediu que seus seguidores continuem a revolução que ele iniciou

4 jun 2014 - 17h42
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<p>Sisi venceu as eleições com 96,91% dos votos, contra 3,09% do seu rival, Hamdin Sabahi</p>
Sisi venceu as eleições com 96,91% dos votos, contra 3,09% do seu rival, Hamdin Sabahi
Foto: AP

O presidente eleito do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, tomará posse no próximo domingo, 8, no Supremo Tribunal egípcio, anunciou nesta quarta-feira o vice-presidente do tribunal, Maher Sami.

Em declarações à agência estatal de notícias Mena, Sami acrescentou que 102 personalidades irão assistir a posse de al-Sisi. Estarão presentes o sheik da instituição sunita Al Azhar, Ahmed al Tayeb; o chefe da Igreja Ortodoxa, Teodoro II; o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Arabi; e o presidente da comissão constitucional, Amro Musa.

O presidente eleito tomará posse por volta das 10h30 (horário local) perante os membros do Conselho Geral do Supremo Tribunal, constituído por 12 juízes e o chefe do Conselho da Magistratura da Corte. Em seguida, será celebrada uma cerimônia no Palácio Itihadiya, para a qual foram convidados vários monarcas e chefes de Estado. 

Abdel Fattah al-Sisi foi nomeado oficialmente na última terça-feira o vencedor das eleições presidenciais no país, que ocorreram entre os dias 26 e 28 de maio. Ele venceu com 96,91% dos votos, contra  3,09% do seu rival, Hamdin Sabahi. Mais de 46% do eleitorado participou do pleito.

O ex-chefe do Exército será presidente do Egito durante os próximos quatro anos e poderá ser reeleito para um segundo mandato, segundo a Constituição aprovada em janeiro deste ano. A nomeação de um novo presidente faz parte do roteiro desenhado pelo Exército depois do golpe de Estado que destituiu em julho de 2013 o então presidente Mohamed Mursi.

"Lutem até conseguir a vitória"

O ex-presidente islamita do Egito, Mohammed Mursi, pediu nesta quarta-feira a seus seguidores para continuar sua "revolução pacífica até a vitória", segundo uma carta publicada em sua página oficial no Facebook.

"Caminhem pelo caminho da revolução pacífica com a solidez das montanhas e com a determinação dos trovões, que vossa revolução terá sucesso muito em breve", escreveu o ex-mandatário em uma carta enviada da prisão de Burj al Arab, em Alexandria.

Além disso, pediu a seus partidários para "preparar o ambiente revolucionário" para que a maioria do povo egípcio faça ouvir suas reivindicações, depois que já "tenha mostrado ao mundo seu silêncio imenso" durante as eleições presidenciais.

"Nenhum povo livre reconheceu este regime golpista criminoso graças à continuação da revolução pacífica dos egípcios", acrescentou na carta, que assina como presidente da República Árabe do Egito.

<p>Mursi foi destituído em 3 de julho de 2012 pelo Exército após vários dias de protestos maciços que pediam a realização de eleições presidenciais antecipadas</p>
Mursi foi destituído em 3 de julho de 2012 pelo Exército após vários dias de protestos maciços que pediam a realização de eleições presidenciais antecipadas
Foto: AP

Mursi explicou que ele mesmo fez todos os esforços para lutar contra "a corrupção e a criminalidade, mediante a lei e medidas revolucionárias", e reconheceu que durante esse esforço conseguiu sucessos, embora também tenha cometido erros.

Além disso, Mursi reforçou sua chamada a seus seguidores para conservar sua revolução e seus objetivos para evitar que o sangue dos mortos, o sofrimento dos feridos e o sacrifício dos detidos sejam em vão.

A Aliança para a Legitimidade, integrada pela Irmandade Muçulmana e outros grupos islamitas, convocou em 29 de maio uma "terceira onda revolucionária" contra a eleição de Abdul Fatah Khalil Al Sisi e a favor da volta de Mursi, mas, no entanto, não foi seguida de grandes manifestações.

Mursi, que está preso enquanto são realizados vários julgamentos contra ele, foi derrubado em 3 de julho do ano passado pelo Exército após vários dias de protestos maciços que pediam a realização de eleições presidenciais antecipadas.

As Forças Armadas, apoiadas em grande parte pela classe política, estabeleceram um roteiro para a transição política que levou ao estabelecimento de uma nova Constituição e a eleição, no final do mês de maio, do ex-ministro de Defesa Al Sisi como novo presidente.

O roteiro estabelecido pelos militares concluirá com a realização das eleições legislativas, previstas para este ano, que formarão o novo Parlamento.

Com informações da Agência Brasil e EFE.

Fonte: Terra
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