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Não há ninguém como Mandela, diz presidente sul-africano

Jacob Zuma afirmou que a libertação de Mandela da prisão, em 1990, trouxe esperança para os milhões de negros que viviam como "párias" em sua própria terra natal

10 dez 2013
11h39
atualizado às 11h48
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O presidente-sul-africano, Jacob Zuma, discursa durante a cerimônia em homenagem a Mandela
O presidente-sul-africano, Jacob Zuma, discursa durante a cerimônia em homenagem a Mandela
Foto: AFP

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, afirmou que Nelson Mandela foi um líder único e que "não há ninguém como ele" durante seu discurso no funeral oficial do falecido líder nesta terça-feira. 

Depois de muitas pessoas já terem deixado o estádio e sob um misto de aplausos e vaias, Zuma leu o discurso em que agradeceu aos representantes de todo o mundo pela presença na homenagem a Mandela. "Nós nos sentimos mais fortes porque estamos sendo confortados por milhões ao redor do mundo", disse. "Hoje o mundo presta homenagem ao maior filho da África do Sul", disse Zuma. 

Zuma lembrou a trajetória de Mandela e salientou a sua importância para a formação de uma África do Sul democrática. "Madiba não é chamado "o pai da nação" apenas por razões políticas, mas porque estabeleceu as fundações da África do Sul", disse Zuma, o terceiro presidente negro do país. "Houve muitos momentos em que ele trouxe nossa nação de volta da beira da catástrofe". 

Zuma lembrou que Mandela foi um "guerreiro da liberdade sem medo" que se recusou a permtir que o Estado do apartheid permanecesse em seu caminho e saudou a luta que levou Mandela à prisão, em 1964. "Como um advogado, ele sabia as consequencias de suas ações, mas também sabia que nenhum sistema injusto duraria para sempre", disse. 

"Mandela esteve na linha de frente de uma mudança radical nesse país. Ele pagou com a prisão por suas crenças e ações", disse. "Mandela foi um líder corajoso. Líderes corajosos têm a capacidade de abandonar preocupações estreitas por sonhos maiores". 

Zuma afirmou que, mesmo preso, o nome de Nelson Mandela permaneceu vivo. "Ele continuou a inspirar o nosso povo de dentro dos muros da prisão". Ele também ressaltou a capacidade de Mandela de negociar, mesmo preso, com os "inimigos" e de demonstrar sua liderança única ao permitir que colegas de detenção fossem libertados antes que ele. 

O presidente sul-africano afirmou que a libertação de Mandela, em 1990, como um marco do século XX. "Sua libertação da Prisão Victor Vester em 11 de setembro de 1990 foi um dos momentos mais memoráveis e tocantes da história mundial". 

Zuma afirmou que, a partir da libertação da Mandela, o povo que era visto como "párias em sua terra natal" pode ver os sinais da liberdade pela primeira vez. 

Zuma ainda lembrou que, nesta quarta-feira, completam-se 20 anos do dia em que Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz ao lado do então presidente sul-africano F. W. De Klerk. 

Mandela morre aos 95 anos
Nelson Mandela morreu na noite de 5 de dezembro. Há meses ele combatia uma infecção pulmonar. Logo após o presidente sul-africano, Jacob Zuma, anunciar oficialmente o falecimento, líderes mundiais prestaram homenagem ao principal líder da luta contra o apartheid na África do Sul. A presidente Dilma Rousseff lembrou Mandela como a principal personalidade do século XX. O americano Barack Obama disse que Mandela "conseguiu mais do que se poderia esperar de qualquer homem".

No dia seguinte, jornais de todo o mundo repercutiram a notícia da morte em suas páginas. Milhares de sul-africanos se reuniram em frente a suas residências, ou em lugares que ele morou, para homenagearem o heroi nacional. No início da tarde, o presidente Zuma confirmou que a programação do funeral de Mandela durará 10 dias. Ele será enterrado em seu vilarejo natal, Qunu, no dia 15 de dezembro. 

<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/mundo/infograficos/nelson-mandela/iframe.htm" href="http://noticias.terra.com.br/mundo/infograficos/nelson-mandela/iframe.htm">veja o infográfico</a>

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Fonte: Terra
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