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África

Força africana declara guerra à milícia centro-africana

Nos últimos dias, os soldados africanos foram alvos de disparos dos milicianos antibalaka e reagiram

26 mar 2014 - 09h55
(atualizado às 10h01)
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<p>Soldado da União Africano (UA) fica de guarda do lado de fora de uma casa no final de um funeral de dois homens mortos pela violência sectária em um bairro muçulmano, na capital Bangui, em 23 de março</p>
Soldado da União Africano (UA) fica de guarda do lado de fora de uma casa no final de um funeral de dois homens mortos pela violência sectária em um bairro muçulmano, na capital Bangui, em 23 de março
Foto: Reuters

A força africana mobilizada na República Centro-Africana (MISCA) declarou nesta quarta-feira guerra aos milicianos antibalaka, em sua maioria cristãos, após um novo episódio de violência que deixou 20 mortos na capital Bangui.

"De agora em diante, consideramos os antibalaka como inimigos da MISCA, e os trataremos como tais", anunciou o comandante da força pan-africana, o general congolês Jean-Marie Michel Mokoko, em uma entrevista à Rádio Ndeke Luka.

Nos últimos dias, os soldados africanos foram alvos, em Bangui, de disparos dos milicianos antibalaka, e reagiram.

As milícias antibalaka nasceram em reação às agressões cometidas contra a população pelos combatentes Seleka, em sua maioria muçulmanos, desde que eles tomaram o poder, em março de 2013.

Desde então, as milícias antibalaka não pararam de atacar a população muçulmana do país.

Na segunda-feira, um soldado congolês da MISCA (que conta com um total de 6.000 homens) morreu em uma emboscada em Boali, 90 km ao norte de Bangui, indicou a União Africana (UA), que acusou os antibalaka.

O general Mokoko disse que os antibalaka "permitem disparar contra pessoas que vieram aqui para tentar acabar com esta crise, em benefício do povo centro africano do qual formam parte".

Em uma clara advertência, disse que a MISCA "os considera responsáveis pelos ataques cometidos contra nossos elementos nos últimos dias".

A violência obrigou um milhão de pessoas a se deslocar, em sua maioria muçulmanas, em um país com uma população total de 4,6 milhões.

Uma especialista da ONU sobre este país, Marie-Thérèse Keita Bocoum, declarou nesta quarta-feira em Genebra ante o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas que "é praticamente impossível combater a impunidade", devido à "debilidade do Estado" e à insegurança reinante.

"A situação dos direitos humanos não para de se deteriorar desde o início da crise, apesar dos esforços das novas autoridades e da comunidade internacional", acrescentou.

Em janeiro, o presidente Michel Djotodia, líder dos Seleka, foi obrigado a renunciar e foi sucedido pela presidente de transição Catherine Samba Panza.

Desde dezembro a força francesa Sangaris também está mobilizada no país.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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