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Acordo entre UE e Mercosul ainda precisa de ajustes para ser aceitável para França, diz governo

19 nov 2025 - 08h15
(atualizado às 11h33)
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Um acordo comercial negociado entre a União Europeia e o Mercosul ainda não é aceitável para a França em sua forma atual, afirmou porta-voz do governo nesta quarta-feira.

União Europeia e Mercosul - composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - chegaram a um acordo sobre o maior pacto comercial da UE em dezembro passado, cerca de 25 anos após o início das negociações.

A França tem sido uma opositora ferrenha do acordo, que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e por uma maioria qualificada entre os países da UE, ou seja, 15 dos 27 membros, representando 65% da população da UE.

"(O acordo) ainda não é aceitável. Não há ambiguidade quanto à posição da França, neste momento", disse Maud Bregeon a jornalistas após a reunião semanal de ministros liderada pelo presidente Emmanuel Macron.

A França espera que a Comissão Europeia apresente medidas sobre cláusulas para importações agrícolas "o mais breve possível", afirmou ela.

A França quer garantias de que haverá mecanismos de "salvaguarda" que permitam o bloqueio de importações quando um setor europeu estiver "desestabilizado" e que sejam estabelecidos controles para garantir que os produtos do Mercosul atendam às normas da UE, acrescentou Bregeon.

O presidente Macron afirmou no mês passado que a Comissão Europeia havia avançado na direção certa, embora não fosse suficiente.

A ministra da Agricultura francesa, Annie Genevard, declarou que a França não conseguiu garantir uma minoria de bloqueio contra o acordo com outros Estados membros.

A Comissão Europeia e seus defensores, como a Alemanha e a Espanha, argumentam que o acordo com o Mercosul oferece uma maneira de compensar a perda de comércio devido às tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e de reduzir a dependência da China.

A França, maior produtora de carne bovina da UE, e outros grandes produtores agrícolas, como a Polônia, manifestaram sua oposição, temendo a concorrência de Argentina e Brasil.

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