Abbas defende na ONU autonomia palestina para decidir próprio futuro
Presidente saudou Conselho da Paz de Trump, mas não viu resultados
Na Assembleia Geral da ONU, o presidente palestino Mahmoud Abbas afirmou que cabe apenas ao seu povo decidir o próprio futuro, rejeitando a ocupação militar de Israel e qualquer anexação territorial. Abbas defendeu a solução de dois Estados para alcançar a paz duradoura e cobrou que os Estados Unidos cumpram as promessas de frear as investidas israelenses, lamentando que os planos de paz não tenham se concretizado diante da continuidade dos ataques letais na Faixa de Gaza.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, defendeu, durante discurso na Assembleia Nacional das Nações Unidas, nesta quinta-feira (24), que nenhum Estado deve decidir sobre o futuro da Palestina, cabendo isso a seu povo.
"Não deixaremos nossa terra, não permitiremos que ninguém decida nosso futuro por nós; seremos nós a decidir", afirmou Abbas, reforçando ser "impossível construir uma segurança duradoura sobre a ocupação de outro povo [israelense] e a negação de seus direitos legítimos".
Para o líder da ANP, "salvar a Palestina é preservar seu território, sem anexação, sem ocupação militar".
"Não aceitaremos que Israel decida por nós; eles não têm este direito", frisou Abbas, citando ainda a necessidade da legitimação de dois Estados para que seu povo e a população israelense possam "viver em paz, lado a lado".
"Buscamos um Estado palestino democrático que viva em paz com Israel. É possível?", questionou.
Abbas também cobrou do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que "honre os compromissos assumidos em setembro passado: impedir a anexação de terras palestinas e rejeitar qualquer tentativa de transferência forçada da população".
"Saudamos o plano de 20 pontos do presidente Trump e o roteiro para a implementação da segunda fase do Conselho da Paz", disse ele, referindo-se ao plano de paz proposto pelo chefe de Estado americano em 2025, que pretendia acabar com as agressões israelenses no enclave, retirar as forças de ocupação israelense da Faixa de Gaza e iniciar sua reconstrução.
"No entanto, infelizmente, não vimos nada disso se concretizar", lamentou o líder palestino. "Ataques letais continuam a ceifar vidas de homens, mulheres e crianças em Gaza após quase um ano", acrescentou.
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