0

A relação entre EUA e Irã em 10 capítulos

Faz tempo que Estados Unidos e Irã estão em pé de guerra, mas os dois países nem sempre foram arqui-inimigos.

8 jan 2020
16h04
atualizado às 16h12
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator

https://www.youtube.com/watch?v=pcuFZ43mGos&t=30s

Faz tempo que Estados Unidos e Irã estão em pé de guerra, mas os dois países nem sempre foram arqui-inimigos.

Recentemente, as tensões ganharam força, com ataques vindos de ambos os lados. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani na sexta-feira (03/01) em Bagdá, no Iraque. Soleimani era considerado um herói nacional e foi enterrado como mártir.

O Irã prometeu responder à altura e nesta quarta-feira (08/01) retaliou, lançando mísseis balísticos contra bases aéreas americanas no Iraque, informou o Departamento de Defesa dos EUA. Não há relatos de feridos ou mortos.

A escalada da tensão levantou temores de um conflito armado direto e intenso entre os dois países.

Mas Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores do Irã, escreveu no Twitter que trata-se de uma autodefesa e que o país não está buscando uma escalada de tensões ou guerra.

No início da tarde de hoje, Trump também colocou "panos quentes" na situação em um pronunciamento, dizendo que não havia motivo para mais escalada e que o Irã parece estar "se acalmando".

Sobrou até para o Brasil. O governo iraniano decidiu convocar o representante brasileiro em Teerã para uma conversa reservada — cujo teor não foi divulgado. O objetivo era entender o posicionamento da diplomacia brasileira frente aos acontecimentos no Iraque, depois que o Itamaraty publicou uma nota em que sugeria respaldar o assassinato de Soleimani.

Países nem sempre foram arqui-inimigos
Países nem sempre foram arqui-inimigos
Foto: BBC News Brasil

"Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo", assinala um trecho do comunicado, intitulado "Acontecimentos no Iraque e luta contra o terrorismo".

O presidente Jair Bolsonaro também fez declarações parecidas, e disse que o Brasil é "aliado de qualquer país no combate ao terrorismo".

A BBC News Brasil preparou uma lista com dez momentos-chave das relações entre os Estados Unidos e o Irã. Confira.

Irã chamava-se Pérsia até 1935
Irã chamava-se Pérsia até 1935
Foto: WikiCommons / BBC News Brasil

1 - O começo

As relações entre os Estados Unidos e a Pérsia (como o Irã era chamado até 1935) tiveram início de fato no século 19, mas foi no começo do século seguinte que os países realmente se aproximaram.

Os iranianos, descontentes com os rumos do país, começaram a reivindicar maior poder para o povo. Pediram ajuda, então, aos Estados Unidos. Naquela época, Reino Unido e Rússia disputavam influência sobre o Irã.

"Os Estados Unidos eram vistos como uma espécie de 'terceira força' pelos iranianos, um aliado com quem eles podiam contar para se libertar dessa queda de braço entre Reino Unido e Rússia. Além disso, havia um trabalho de missionários americanos muito forte no Irã e a população contava com o apoio deles para levar adiante uma revolução", afirmou à BBC News Brasil Ali Ansari, professor de História Moderna com foco no Oriente Médio na Universidade St. Andrews, na Escócia.

Americano Howard Barkersville foi um dos heróis da chamada Revolução Constitucional Persa
Americano Howard Barkersville foi um dos heróis da chamada Revolução Constitucional Persa
Foto: Wikicommons / BBC News Brasil

Um dos heróis da chamada Revolução Constitucional Persa foi Howard Barkersville, um professor americano que se juntou à rebelião popular e morreu durante os confrontos com forças do xá, o governante do Irã. Um busto em homenagem a ele existe até hoje, na cidade de Tabriz.

Essa revolução obrigou o xá a aceitar uma Constituição, a formação do majles (como o Parlamento iraniano é chamado) e realizar eleições.

Outro americano, Morgan Shuster, também teve participação importante nesse episódio. Ele era um financista conhecido e foi enviado pelo governo americano a pedido dos iranianos para ajudá-los a colocar as finanças do país em ordem. Shuster chegou a ser nomeado tesoureiro-geral.

Mas foi nessa época que algo importante aconteceu. Muitas figuras centrais dessa revolução tinham visões mais seculares, menos religiosas.

Esse novo desenho do Irã, um país mais politizado, mais estável e mais liberal, não interessava nem à Inglaterra nem à Rússia, as principais potências que disputavam o controle da Ásia Central.

O Irã se localizava no meio das colônias desses dois grandes impérios.

Ingleses e russos decidiram, então, resolver suas diferenças sem pegar em armas.

Em 1907, eles assinaram um pacto, a Entente Anglo-Russa, que pôs fim ao chamado "Grande Jogo", o conflito e a rivalidade estratégica entre o Império Britânico e o Império Russo pela supremacia na Ásia Central.

O objetivo desse acordo era resolver a longa disputa entre as potências imperiais sobre o entorno de suas colônias, embora também tenha servido para combater a influência alemã que vinha crescendo naquela época.

Pelo pacto, Reino Unido e Rússia dividiram o Irã em três zonas de influência: o norte ficou com a Rússia, o sudeste com a Inglaterra e o restante seria uma zona neutra. O acordo foi importante para estabelecer um alinhamento diplomático que durou até a 1ª Guerra Mundial.

Mas o governo do Irã nem foi consultado sobre esse acordo.

A situação acabou fortalecendo um sentimento anti-britânico. Em 1908, os britânicos descobriram petróleo no Irã, e no ano seguinte, formaram a APOC, a Anglo-Persian Oil Company, que mais tarde daria origem à BP, uma das maiores petroleiras do mundo.

Em 1914, o governo do Reino Unido comprou a maioria das ações dessa empresa recém-formada e passou a controlar toda a exportação do recurso iraniano. Para se ter uma ideia, 85% dos lucros dessa empresa ficavam com o Reino Unido. Os 15% restantes, com o Irã.

Em 1941, na 2ª Guerra Mundial, o Irã foi invadido pelos Aliados. O objetivo era proteger os campos de petróleo do país e rotas de abastecimento, o chamado "Corredor Persa". Um período de muita instabilidade se seguiu ao fim do conflito. Entre 1947 e 1951, o Irã teve seis primeiros-ministros.

Petróleo foi descoberto no Irã pelos britânicos
Petróleo foi descoberto no Irã pelos britânicos
Foto: WikiCommons / BBC News Brasil
Mohammad Mosaddegh nacionalizou exploração do petróleo no Irã
Mohammad Mosaddegh nacionalizou exploração do petróleo no Irã
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

2 - Nacionalização do petróleo

Em 1951, entra em cena um novo primeiro-ministro, Mohammad Mosaddegh. Ele decide nacionalizar a exploração de petróleo. Naquela época, o mundo vivia um cenário pós-guerra, a 2ª Guerra Mundial havia acabado seis anos antes e surgiam movimentos de contestação à ordem global controlada pelas potências europeias.

Apesar da pressão britânica, o movimento de nacionalização continuou.

3 - Golpe contra Mosaddegh e 'longa amizade'

Em 1953, em uma ação coordenada com o apoio da CIA e do MI6, os serviços de inteligência dos Estados Unidos e do Reino Unido, respectivamente, o general da reserva Fazlollah Zahedi liderou um golpe bem-sucedido contra Mosaddegh, que foi preso e condenado por traição. Parlamentares eleitos foram destituídos.

A partir daí, o Irã se tornou uma autocracia com o apoio dos americanos, que surgiam como a nova potência global. O xá Reza Pahlevi ganhou plenos poderes. Começava ali um longo período de amizade com os Estados Unidos.

Xá Reza Pahlevi era aliados dos americanos
Xá Reza Pahlevi era aliados dos americanos
Foto: BBC News Brasil

Pahlevi deu início a uma série de reformas administrativas, agrárias, sociais e econômicas com o objetivo de modernizar o país. Essa empreitada ficou conhecida como a Revolução Branca do Xá.

A aproximação do Ocidente também importou novos costumes. O Irã se ocidentalizou mais, num movimento iniciado pelo governo anterior, do pai de Pahlevi, Mohammad Reza-Shah.

Os homens foram obrigados a usar roupas ocidentais. As mulheres, desencorajadas a usar o véu. Homens e mulheres podiam até orar juntos, violando uma das principais regras islâmicas.

Os filmes, a música e outros elementos da cultura americana invadiram o país. Tudo isso entrou em choque com o xiismo, a corrente islâmica que dominava o Irã.

Oponentes eram presos, torturados e mortos. E os EUA foram acusados de fazer vista grossa para as violações de direitos humanos, em nome dessa amizade.

A truculência do regime e as reformas liberais caíram muito mal para parte da população — 90% dos iranianos são muçulmanos.

Pahlevi e sua família fugiram do Irã após a Revolução Islâmica
Pahlevi e sua família fugiram do Irã após a Revolução Islâmica
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

4 - A Revolução Islâmica e o fim da 'lua de mel'

Em 1979, ocorre a chamada Revolução Islâmica. Grupos de esquerda que eram a favor da nacionalização do petróleo, organizações islâmicas e movimentos estudantis apoiaram a rebelião contra o regime pró-americano de Pahlevi.

Aiatolá Khomeini voltou ao Irã depois de 14 anos no exílio
Aiatolá Khomeini voltou ao Irã depois de 14 anos no exílio
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Não foi só uma reação a essa imposição de valores liberais. O país passava por uma situação econômica complicada, com inflação e desabastecimento. Além disso, muitos iranianos consideravam o xá apenas uma marionete dos americanos.

Voltou ao país um dos maiores críticos das reformas liberais, o aiatolá Ruhollah Khomeini, que estava no exílio havia 14 anos — aiatolá é o nome dado às autoridades religiosas do islamismo xiita. Voltou também o conservadorismo religioso, com força total.

Em 16 de janeiro de 1979, o xá e sua família acabaram sendo obrigados a deixar o Irã rumo ao exílio no Egito. A monarquia chegava ao fim — e, com ela, a amizade com os Estados Unidos.

O Irã foi declarado uma República Islâmica governada pelo aiatolá Khomeini. Nas palavras do próprio Khomeini, os Estados Unidos eram o Grande Satã.

Estudantes invadiram Embaixada dos EUA em Teerã e fizeram funcionários reféns por 444 dias
Estudantes invadiram Embaixada dos EUA em Teerã e fizeram funcionários reféns por 444 dias
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

5 - Invasão da Embaixada dos EUA em Teerã

Diagnosticado com câncer, o xá deixou o exílio no Egito rumo aos Estados Unidos para tratamento. No Irã, a notícia caiu como uma bomba. Tanto Khomeini quanto grupos de esquerda exigiam o retorno de Pahlevi ao Irã para ser julgado e executado se condenado.

Na visão dos críticos, a ida do xá para os Estados Unidos escancarava a colaboração entre os dois lados.

Em 4 de novembro de 1979, estudantes invadiram o complexo da Embaixada dos EUA no Irã e fizeram 52 funcionários reféns. A situação durou 444 dias e selou de vez o fim da amizade entre Estados Unidos e Irã.

Em 1980, as relações diplomáticas foram cortadas. O sequestro teve fim com a assinatura do Acordo de Argel, em 19 de janeiro de 1981.

Os reféns foram libertados no dia seguinte, minutos depois que Ronald Reagan foi empossado como o novo presidente dos Estados Unidos.

Era como uma mensagem ao governo americano para que não interferisse em assuntos do país. O xá morreu de câncer em julho de 1980.

Então líder iraquiano, Saddam Hussein invadiu o Irã em 1980
Então líder iraquiano, Saddam Hussein invadiu o Irã em 1980
Foto: WikiCommons / BBC News Brasil

6 - Guerra Irã-Iraque

Foi nesse contexto de confusão interna no Irã que o vizinho Iraque viu uma fraqueza a explorar.

Em 1980, o líder iraquiano Saddam Hussein queria se posicionar como o novo homem forte do Oriente Médio e retomar territórios que o Iraque reivindicava do Irã desde os tempos da monarquia.

Mas havia outra preocupação.

Estimativas do número de mortos no conflito Irã-Iraque vão de centenas de milhares a até mais de um milhão
Estimativas do número de mortos no conflito Irã-Iraque vão de centenas de milhares a até mais de um milhão
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

A ala xiita do islamismo ganhava poder com Khomeini e Hussein temia que os xiitas iraquianos, a maioria do país, derrubassem seu governo. Hussein decidiu, então, invadir o Irã, iniciando a Guerra Irã-Iraque.

Os Estados Unidos decidiram apoiar o Iraque. A guerra foi sangrenta e durou quase oito anos. Foram usadas crianças-soldados, armas químicas e muito dinheiro.

Não se sabe ao certo quantas pessoas morreram no conflito — há estimativas que falam em 500 mil, mas outras passam de um milhão. Foi a guerra mais sangrenta já realizada entre países que não fazem parte do chamado mundo desenvolvido.

7 - O escândalo Irã-Contras

Em meio à guerra e a um embargo determinado pelos Estados Unidos contra o Irã, ocorreu um dos mais escandalosos eventos da história americana recente.

A imprensa americana revelou que esse embargo havia sido desrespeitado pelos próprios americanos. Durante a guerra em que apoiavam o Iraque, venderam armas, às escondidas e com a ajuda de Israel, para o Irã.

O incidente ficou conhecido com o escândalo Irã-Contras.

8 - Derrubada de avião de passageiros iraniano

Outro episódio bastante lembrado pelo Irã contra os Estados Unidos foi quando um navio militar americano derrubou um avião de passageiros iraniano com destino a Dubai, nos Emirados Árabes.

Os 274 passageiros e os 16 tripulantes morreram. Os Estados Unidos disseram que confundiram o avião comercial com um jato das Forças Aéreas iranianas em posição de ataque.

Desde então, o Irã vem se consolidando como uma potência da região, rivalizando com a Arábia Saudita — aliada dos americanos.

O Irã apoia grupos armados em países vizinhos. Na Síria e no sul do Líbano, financia o Hezbollah. No Iêmen, os rebeldes Houthis. E na Palestina, o Hamas.

Ou seja, está envolvidos nos mais diversos conflitos em sua área de influência, normalmente em lado oposto ao apoiado pelos americanos.

É como se o país estivesse travando guerras com os EUA, mas além de suas fronteiras.

Acordo nuclear de 2015 havia acalmado as tensões com o Irã, mas EUA abandonaram o pacto sob o comando de Donald Trump
Acordo nuclear de 2015 havia acalmado as tensões com o Irã, mas EUA abandonaram o pacto sob o comando de Donald Trump
Foto: AFP / BBC News Brasil

9 - Acordo nuclear

Em 2013, o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, teve uma conversa por telefone com o presidente do Irã, Hassan Rouhani. O telefonema durou 15 minutos e foi a primeira comunicação entre líderes dos dois países desde a Revolução Islâmica de 1979.

Dois anos depois, em 2015, o Irã aceitou firmar um acordo nuclear com as cinco maiores potências do mundo (Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia) mais a Alemanha. O objetivo era impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares. Em contrapartida, as sanções da ONU contra o país seriam suspensas.

Curiosamente, foram os Estados Unidos que ajudaram o Irã a lançar seu programa nuclear na década de 50. Até a Revolução Islâmica, os americanos apoiaram o governo de Teerã nos planos para desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos.

Trump restabeleceu as sanções contra o Irã governado por Hassan Rouhani (dir.)
Trump restabeleceu as sanções contra o Irã governado por Hassan Rouhani (dir.)
Foto: AFP / BBC News Brasil

10 - Eleição de Trump e acirramento das tensões

No mais recente desdobramento das tensões entre os dois países, Trump decidiu dar sinal verde à operação com drones que resultou na morte do general iraniano Qasem Soleimani no aeroporto internacional de Bagdá, no Iraque.

Soleimani era considerado um herói nacional no Irã e foi enterrado como mártir.

O Irã prometeu vingança e lançou dezenas de mísseis balísticos contra duas bases americanas no Iraque. Não há relatos de feridos ou mortos.

Paralelamente, um avião com mais de 170 passageiros que ia de Teerã (Irã) a Kiev (Ucrânia) caiu após decolar do aeroporto internacional da capital iraniana. Ainda não se sabe o que causou a queda.

Inicialmente, a imprensa estatal iraniana e a Embaixada da Ucrânia em Teerã afirmaram se tratar de uma "falha em um dos motores". Mas, horas depois, a Ucrânia voltou atrás e mudou a versão do comunicado inicial, dizendo que está investigando todas as possibilidades.

Em entrevista coletiva a jornalistas, o primeiro-ministro da Ucrânia, Oleksiy Honcharuk, não descartou que a aeronave tenha sido abatida por um míssil.

Especialistas acreditam que, embora um conflito armado entre EUA e Irã seja pouco provável, as tensões entre os dois países estão longe de terminar. Eles argumentam que o Irã pode voltar a financiar operações de terceiros, como milícias extremistas, contra os americanos e seus aliados na região, a chamada "guerra por procuração".

E o impacto no Brasil?

As relações entre Brasil e Irã foram estabelecidas em 1903. Em 2010, junto com a Turquia, o Brasil já havia tentado costurar um acordo nuclear internacional com o Irã, mas não houve sucesso. O então presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, até chegou a visitar a capital Teerã e se encontrar com o presidente iraniano da época, Mahmoud Ahmadinejad.

Em 2018, o Brasil vendeu ao Irã US$ 2,26 bilhões e importou US$ 39,92 milhões em mercadorias. O Irã é maior mercado para o milho brasileiro e o quinto maior destino da carne bovina e da soja exportadas pelo Brasil.

Mas como as sanções afetam o Brasil?

Segundo Márcio Scálercio, professor de Relações Internacionais da PUC-Rio, as sanções americanas não afetam diretamente, mas indiretamente, o Brasil.

"Como membro da ONU, o Brasil tem que seguir o que é decidido pelas Nações Unidas. Mas não reconhece sanções unilaterais a um país. O problema é que os Estados Unidos impõem sanções a empresas ou a países que negociarem com os iranianos", diz Scálercio à BBC News Brasil.

"Vale lembrar que essas restrições se voltam principalmente ao setor financeiro e à indústria petrolífera, além do de transportes. E nenhum deles é o forte do nosso comércio com o Irã", conclui.

Veja também:

Coronavírus: as dicas do 'melhor professor do mundo' para ensinar as crianças durante o isolamento
BBC News Brasil BBC News Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC News Brasil.
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade